O mercado de escritórios do Rio de Janeiro encerrou 2024 com vacância de 26,5%, o menor patamar desde 2015, segundo relatório da JLL. A melhora ocorreu de forma consistente ao longo dos quatro trimestres, sustentada por absorção contínua de áreas e pela ausência de novo estoque relevante no período. O resultado reforça a retomada gradual da demanda e a maior eficiência na alocação de espaços.
No Centro, a redução foi mais intensa, com as principais ocupações concentradas na região. A orla também contribuiu, fechando o ano com vacância em dígito único, reflexo de maior liquidez e atratividade em edifícios de melhor especificação. Esse comportamento regional indica um mercado mais seletivo e focado em ativos com localização estratégica.
Absorção líquida em alta e confiança dos ocupantes marcaram o desempenho de 2024. O mercado corporativo carioca registrou saldo positivo, com ênfase nos edifícios de padrão AA, que captaram a maior parte da demanda qualificada. Houve incremento em expansões de empresas já instaladas, sinalizando ganho de tração orgânica.
No quarto trimestre, o Porto Maravilha se destacou com absorções relevantes e sem devoluções, consolidando-se como polo de atração para ocupantes que buscam infraestrutura moderna. O período também concentrou o maior fluxo de movimentações do ano, com empresas absorvendo e, em menor escala, devolvendo áreas, o que indica dinâmica ativa de portfólios.
O setor público permaneceu como principal motor de ocupação, complementado por movimentos expressivos do segmento químico. Entre as tendências, a disponibilidade de lajes corporativas acima de 10 mil m² diminuiu, sobretudo fora do Centro, onde a oferta ficou mais restrita. Essa escassez tende a sustentar negociações mais competitivas por grandes áreas.
Em preços, o preço médio pedido mostrou leve alta anual, apesar do recuo na orla e na Zona Sul no último trimestre. O estoque total permaneceu praticamente estável, reforçando que a melhora nos indicadores decorreu primordialmente da absorção. No balanço, o Rio de Janeiro consolida um ciclo de recuperação, com fundamentos mais sólidos e perspectivas moderadamente positivas para 2025.