O RURA11 reportou resultado contábil de R$ 16,6 milhões em fevereiro de 2026, conforme o relatório gerencial. As receitas do período somaram R$ 18,5 milhões, frente a despesas de R$ 1,6 milhão, refletindo disciplina de custos e manutenção do foco em operações de crédito. Apesar do desempenho sólido, houve leve retração em relação a janeiro, quando o fundo havia registrado R$ 18,5 milhões em resultado.
No mês, a gestão manteve a distribuição em R$ 0,12 por cota, mesmo valor do período anterior, reforçando previsibilidade ao investidor. O pagamento representa retorno anualizado de 14,9% sobre a cota patrimonial, indicador que baliza a capacidade de geração de caixa recorrente do fundo. Já considerando o preço de mercado de fechamento de fevereiro, a remuneração equivale a rentabilidade anualizada de 16,8%.
Os proventos do RURA11 seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, característica relevante para a atratividade do produto em cenários de juros elevados. Ao final do mês, o fundo acumulava R$ 20,6 milhões em reserva de lucro contábil, reforçando o colchão para sustentar distribuições futuras sem comprometer a saúde financeira.
Carteira segue concentrada em crédito agro
A alocação permaneceu majoritariamente voltada ao agronegócio, com 86% do patrimônio líquido em operações de crédito do setor. O portfólio reúne 58 devedores, diluindo riscos por região e segmento agrícola, e combinando diferentes estruturas de garantias e prazos. Essa diversificação busca mitigar volatilidade e preservar o fluxo de recebíveis.
Entre as movimentações, destacou-se nova alocação em CRA da Alibem, frigorífica com atuação em suínos e bovinos no Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Houve também aquisição de CRA da Minerva, em taxa considerada atrativa pela gestão, aproveitando janelas de mercado. Em paralelo, o fundo investiu em Fiagro ligado à Maqcampo, revenda John Deere no Distrito Federal, Tocantins e Minas Gerais.
A operação da Maqcampo é lastreada em contratos de venda e leasing de máquinas agrícolas, com garantias vinculadas aos equipamentos, fortalecendo o nível de colateral. Além disso, o fundo estruturou nova CPR com o produtor Vilas Boas, permitindo a quitação do CRA anterior e reorganizando o perfil de risco da exposição. Prosseguiu ainda a reestruturação da Portal Agro, com substituição da posição em CRA pela cota mezanino do Fiagro Jatobá, movimento que, segundo a gestão, melhora a posição e aumenta a probabilidade de recuperação de valores para os cotistas do RURA11.