O RZAT11 reportou resultado de R$ 6,513 milhões em fevereiro, uma alta de 65,5% frente a janeiro (R$ 3,934 milhões). As receitas somaram R$ 7,209 milhões no mês, sustentando a distribuição de R$ 1,00 por cota em março, conforme já projetado pela gestão. O fundo mantém R$ 0,70 por cota em caixa para suavizar oscilações nos rendimentos, especialmente em fases de menor repasse inflacionário.
A gestão reforça que parte do desempenho vem da estrutura de contratos atrelados ao IPCA e da estratégia de retenção tática. Esse colchão de liquidez tende a reduzir a volatilidade dos rendimentos e preservar previsibilidade. Em paralelo, a carteira segue diversificada, com foco em setores resilientes e contratos com reajuste inflacionário robusto.
Projeções de dividendos do RZAT11 indicam faixa entre R$ 0,95 e R$ 1,05 por cota ao mês, condicionada principalmente à trajetória do IPCA. O relatório destaca que a estimativa considera dados disponíveis até a divulgação e poderá ser ajustada conforme a publicação oficial do índice.
A estratégia do fundo mira retorno real acima de IPCA + 5,0% ao ano por meio de uma carteira imobiliária diversificada, priorizando operações com empresas em processos de desmobilização patrimonial. Entre as classes de ativos, o FII privilegia imóveis industriais, logísticos e comerciais em segmentos considerados defensivos.
Atualmente, o portfólio reúne 10 imóveis locados para 9 inquilinos, com taxa contratual média de IPCA + 10,0% ao ano. Os ativos foram adquiridos por R$ 405 milhões e apresentam avaliação de mercado de R$ 1,04 bilhão, refletindo potencial de valorização e disciplina alocativa. Entre as palavras-chave secundárias, destacam-se o foco em contratos atípicos e a gestão ativa.
Negócios recentes incluem acordo com a Aliança Agrícola envolvendo ativo em Porto dos Gaúchos (MT). Houve distrato de locação atípica com apropriação de depósito caução de R$ 1,79 milhão (R$ 0,42 por cota). Também foi reconhecida indenização contratual de R$ 13,29 milhões (R$ 3,14 por cota), ainda não contabilizada pela incerteza de recuperação. A operação prevê cláusula de opção de recompra como mecanismo de participação em eventual venda, reforçando a governança do RZAT11.