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FIIs

São Paulo lidera escritórios na América Latina em 2025

São Paulo lidera escritórios na América Latina em 2025
SP tem 31% das locações e lidera retomada de escritórios na AL

A cidade de São Paulo consolidou a liderança no mercado de escritórios da América Latina nos últimos quatro trimestres, respondendo por 31% da área ocupada na região. Mais de 364 mil metros quadrados foram negociados na capital, segundo a JLL, em um movimento que confirma a retomada do setor corporativo local. Nesse período, a região latino-americana avançou 43% no saldo de ocupação entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025, com crescimento de estoque de 3,7%, evidenciando absorção acima da oferta.

Em São Paulo, as principais consultorias registraram resultados robustos, ainda que com metodologias distintas. A Newmark estimou absorção líquida de 368 mil m² em 2025 para edifícios Classe A, AA e AAA, com absorção bruta de 641 mil m² no ano. No quarto trimestre, foram 107 mil m² líquidos e 160 mil m² brutos, enquanto a taxa de vacância cedeu para 15,9%, o menor nível desde 2012 na sua série histórica.

A JLL reportou 347 mil m² de absorção líquida e 688 mil m² de absorção bruta em 2025, reforçando o dinamismo do mercado paulistano. Já a Binswanger Brazil apontou 316 mil m² líquidos para padrões A e A+, com vacância em 13,9%. O BTG Pactual, com base na Buildings, indicou 238 mil m² líquidos no ano, ainda compatíveis com um ambiente de demanda firme.

Preços de locação mostram recomposição gradual, acompanhando a melhora da ocupação. O BTG Pactual registrou alta de 6% nos valores em 2025, com contratos superando R$ 300 por metro quadrado em eixos de maior disputa. A Binswanger Brazil apurou preço médio de R$ 121,74/m², avanço de 5,3% em 12 meses, enquanto a Newmark indicou R$ 115,2/m² no quarto trimestre, cerca de 4% acima do ano anterior.

As regiões da Marginal Pinheiros, Faria Lima e Chucri Zaidan concentraram a maior absorção líquida no quarto trimestre. Esses polos apresentaram queda da vacância e estabilidade ou alta dos preços, sustentados por procura qualificada.

Com oferta seletiva e demanda por ativos classe A e AAA, a cidade de São Paulo segue em trajetória de recuperação, combinando redução de vacância e avanço de preços. A perspectiva é de continuidade da absorção positiva, com ajustes pontuais conforme o ritmo de novas entregas e a força da economia.

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