O Fiagro SNAG11 superou a marca de 125 mil cotistas nesta semana, reforçando o avanço da base investidora e a consolidação do veículo no mercado. O salto ocorre em um momento de maior liquidez no mercado secundário e coincide com o anúncio da quinta oferta pública de cotas, ampliando as alternativas de entrada para novos participantes.
Em linha com o aumento do apetite por crédito do agronegócio, o SNAG11 registrou recentemente volume diário acima de R$ 10 milhões na B3, o maior desde sua listagem. O desempenho indica aprofundamento do interesse por produtos lastreados em operações do setor, com foco em renda e diversificação de risco.
A nova captação tem meta de até R$ 618,9 milhões, com emissão inicial de 60.740.353 novas cotas e possibilidade de distribuição parcial conforme a demanda. Cada cota será ofertada a R$ 10,19, valor baseado no patrimônio líquido contábil, e a taxa de distribuição de R$ 0,31 eleva o preço final de subscrição para R$ 10,50 por unidade.
Investidores posicionados até o terceiro dia útil após o anúncio possuem direito de preferência na proporção de 1 nova cota para cada cota detida, respeitando números inteiros. O exercício do direito vai até 27 de março de 2026 pela B3 ou até 30 de março junto ao escriturador; ao fim do processo, cotas não subscritas serão canceladas.
SNAG11 amplia capacidade de originação
Segundo a gestão, a oferta busca reforçar o capital e ampliar a capacidade de originação de operações de crédito no agronegócio, mantendo a disciplina na alocação e o foco em risco-retorno. Esse direcionamento é consistente com o histórico de inadimplência zero desde o início das atividades e com a estratégia de maturação da carteira.
Em janeiro, o fundo reportou resultado de R$ 8,8 milhões e distribuiu R$ 0,20 por cota, utilizando parcialmente reservas acumuladas, que ficaram em R$ 0,175 por cota. A carteira segue com retorno médio próximo de CDI + 2,4% ao ano, indicador que sustenta a atratividade do SNAG11 em meio ao ambiente de juros e à busca por rendimentos reais no mercado.
Com liquidez crescente, governança de distribuição e pipeline reforçado, o SNAG11 mira capturar novas oportunidades no crédito do agronegócio, preservando a resiliência do portfólio e a previsibilidade de proventos aos investidores.