O SNAG11 anunciou a distribuição de R$ 0,15 por cota referente aos dividendos de fevereiro, com pagamento programado para 25 de março de 2026. Terão direito aos rendimentos os investidores posicionados até 13 de março. O patamar reforça a consistência do fundo no repasse de resultados mensais aos cotistas.
O valor corresponde a um dividend yield mensal de 1,32%, o que implica retorno anualizado de 17,65%. Para pessoas físicas, os rendimentos são isentos de Imposto de Renda, conforme a legislação vigente para esse tipo de veículo. Essa combinação de taxa e isenção contribui para a atratividade do SNAG11 em comparação a alternativas de renda fixa e crédito privado.
Além da distribuição, o fundo ultrapassou a marca de 125 mil cotistas, consolidando a expansão da base investidora. O aumento do número de participantes coincidiu com maior liquidez no mercado secundário e o início da quinta emissão de cotas. Esse movimento tende a reduzir spreads de negociação e favorecer formações de preço mais eficientes no curto prazo para o SNAG11.
Recentemente, o fundo também registrou volume superior a R$ 10 milhões em um único pregão, o maior desde a listagem. O avanço indica interesse crescente pelo segmento de crédito agrícola e reforça a percepção de profundidade de mercado. Entre as palavras-chave do momento no setor, destaque para a maior “originação” e a busca por “disciplina de alocação”, elementos mencionados pela gestão.
Fiagro lança nova oferta de cotas
Paralelamente, o Fiagro iniciou oferta pública para captar até R$ 618,9 milhões, prevendo a emissão de 60.740.353 novas cotas, com possibilidade de distribuição parcial. Cada cota será ofertada a R$ 10,19, com base no patrimônio líquido contábil; considerando a taxa de R$ 0,31, o preço final fica em R$ 10,50 por cota. A janela de preferência vai até 27 de março pela B3 ou 30 de março junto ao escriturador.
Cotas não subscritas serão canceladas, evitando diluição desnecessária e preservando a qualidade do portfólio. Segundo a administração, os recursos visam reforçar capital e ampliar a originação de operações no agronegócio, mantendo a disciplina de alocação que caracteriza o veículo. Com isso, o SNAG11 busca sustentar a geração de renda e a resiliência do portfólio em diferentes ciclos de mercado.