O fundo de energias limpas SNEL11 anunciou a compra de 20 contratos de geração distribuída solar, somando 87,5 MWp de capacidade instalada por R$ 436.203.412,83. A operação, divulgada em fato relevante nesta quarta-feira (29), amplia a presença do veículo em diferentes regiões do país e consolida sua estratégia de diversificação geográfica e tecnológica. Segundo a administradora, a aquisição reforça a previsibilidade de receitas em segmentos com demanda resiliente.
Os ativos estão distribuídos em 22 cidades de oito estados: Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia e Pernambuco. Essa pulverização regional reduz riscos operacionais e regulatórios, além de favorecer a conexão a distintas distribuidoras, mitigando concentrações de contraparte.
O movimento representa potencial de incremento de aproximadamente 153.460 MWh anuais na geração total do portfólio. A projeção considera a entrada gradual das plantas e contratos, bem como a performance histórica de ativos similares. A expectativa é que esse reforço ajude a sustentar a geração de caixa do fundo ao longo dos próximos anos.
As aquisições apresentam Taxa Interna de Retorno real projetada de 14,44% ao ano, calculada pela média ponderada dos custos de aquisição de cada ativo. Esse cálculo reflete os custos líquidos do fundo e não contempla a inflação que corrige os contratos, o que pode compor ganho adicional ao longo do tempo. Entre os parâmetros avaliados, destacam-se prazos, garantias e perfil de locatários.
Já foram integralizados 16,9 MWp ao portfólio do SNEL11, após o cumprimento das condições precedentes e conclusão do closing. Esse bloco inicial acelera a captura de resultados, ao mesmo tempo em que reduz o risco de execução do pipeline remanescente.
A UFV Paramirim, na área de concessão da Coelba (BA), é um dos destaques. Com 5 MW / 6,72 MWp e geração estimada de 12.168 MWh/ano, está em operação e locada à NUV Energia, com contrato de energia compensada até janeiro de 2030. As UFVs Cruzeiro do Sul e Soleil, na Copel (PR), somam 5 MW / 6,8 MWp e 11.608 MWh/ano, locadas à Nextron até setembro de 2029. Já a UFV Juti, na Energisa (MS), com 2,5 MW / 3,37 MWp e 6.945 MWh/ano, está operacional e em fase final de locação, com previsão de seis meses de Renda Mínima Garantida. A Singulare reafirmou que as aquisições estão alinhadas à estratégia do fundo.