O VGHF11 confirmou a distribuição de R$ 0,07 por cota em março, com direito a investidores posicionados até 31/03 e pagamento em 8 de abril. Considerando a cotação de R$ 7,07, os dividendos do VGHF11 resultam em um Dividend Yield mensal próximo de 1%, repetindo o patamar observado nos últimos seis meses e reforçando a consistência do fluxo.
Em janeiro de 2026, o fundo imobiliário VGHF11 reportou alocação de 103,7% do patrimônio líquido em ativos-alvo, somando cerca de R$ 1,485 bilhão distribuídos em 135 posições. A estratégia, segundo a gestora, combina liquidez, diversificação e captura de carrego em diferentes classes.
O percentual acima de 100% decorre de operações compromissadas reversas lastreadas em CRIs, que totalizam aproximadamente R$ 51,6 milhões, equivalentes a 3,6% do PL, contratadas a custo médio de CDI + 0,84% ao ano. Esse mecanismo amplia eficiência de caixa sem alterar substancialmente o perfil de risco.
Composição da carteira do VGHF11
O FII VGHF11 mantém perfil diversificado por estratégia, com ativos líquidos representando 39,4% do patrimônio investido e ativos ilíquidos, 35,2%. A parcela alocada diretamente em crédito soma 25,4%, equilibrando exposição entre FIIs, ações, SPEs, FIDCs subordinados e operações estruturadas.
Por classe de ativo, os FIIs concentram 59,3% do patrimônio, enquanto os CRIs respondem por 24,9% e as SPEs, por 13,9%. Na carteira de crédito do fundo VGHF11, predominam indexadores atrelados à inflação: papéis com IPCA e variação positiva representam 38,5%, seguidos por CRIs indexados ao IPCA tradicional (29,4%) e ativos atrelados ao CDI (27,7%).
Por segmento dos CRIs, o residencial lidera com 50,8% e as operações Built-to-Suit (BTS) representam 23,8%. Os CRIs Selina seguem marcados a zero no monitoramento, enquanto os demais ativos permanecem adimplentes, com avaliação de portfólio saudável pela gestão.
O VGHF11 encerrou janeiro com 385.437 cotistas e liquidez média diária de aproximadamente R$ 3,1 milhões, sustentando negociação ativa. Para março, os dividendos do VGHF11 mantêm o patamar de R$ 0,07 por cota, reforçando a previsibilidade do rendimento na série recente.