O VGIP11 reportou resultado de R$ 8,042 milhões em dezembro, abaixo dos R$ 11,102 milhões de novembro, refletindo menor geração de caixa no mês. As receitas somaram R$ 9,012 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 969,62 mil, preservando margem operacional confortável diante do perfil indexado à inflação dos ativos da carteira. Os cotistas receberam R$ 0,71 por cota em proventos, totalizando R$ 8,368 milhões distribuídos.
No período, a distribuição representou rentabilidade líquida de IPCA + 8,8% ao ano, considerando o valor patrimonial de novembro de 2025. A gestão destacou que parte dos ganhos inflacionários ainda não convertidos em resultado caixa permanece acumulada para reforçar pagamentos futuros e suavizar oscilações mensais na distribuição do VGIP11.
Ao final de dezembro, havia R$ 0,10 por cota em ganhos de IPCA não realizados, retidos para distribuição futura conforme a conversão em caixa. Essa estratégia dá previsibilidade ao fluxo de rendimentos e contribui para a estabilidade do cronograma de pagamentos do fundo.
Desempenho e carteira: IPCA e juros favorecem marcação
Nos últimos 12 meses, os rendimentos chegaram a R$ 11,42 por cota, equivalentes a retorno anualizado de IPCA + 8,7%. A gestão informou que todos os CRIs permaneciam adimplentes, amparada por monitoramento contínuo de garantias, covenants e fluxo de recebíveis, reduzindo riscos de crédito ao portfólio.
A cota patrimonial do FII VGIP11 valorizou R$ 0,05 em dezembro, movimento associado ao fechamento das taxas das NTN-B, que favoreceu a marcação a mercado de ativos indexados à inflação. Esse efeito, combinado à adimplência dos títulos, sustenta a resiliência do fundo em cenário de inflação moderada e juros reais em queda.
A carteira encerrou dezembro de 2025 com 99,1% do patrimônio líquido alocado em CRIs, distribuídos em 52 operações e total de R$ 1,046 bilhão investidos. A alocação concentrada em crédito imobiliário indexado ao IPCA reforça a tese de renda real do VGIP11 ao longo dos ciclos econômicos.
Em dezembro, o fundo comprou R$ 20,2 milhões em quatro operações: R$ 10,5 milhões no CRI JL (IPCA + 11%), R$ 2,5 milhões no CRI Galleria Bank (IPCA + 9%) e R$ 2,4 milhões no CRI Canopus (IPCA + 9%). Houve aumento de R$ 4,8 milhões no CRI Projetos Residenciais SP 1S e redução de R$ 8,8 milhões no CRI General Shopping, ajustando risco-retorno setorial.
Com distribuição estável, adimplência integral e duration exposta à inflação, o VGIP11 mantém perfil defensivo e potencial de repasse de IPCA, ancorando a geração de renda e a atratividade de longo prazo para o investidor.