A XP Investment Gestão de Recursos reportou que o XPCI11 apurou resultado de R$ 7,507 milhões em janeiro, abaixo dos R$ 8,049 milhões de dezembro. As receitas do período somaram R$ 8,137 milhões, frente a despesas de R$ 629,3 mil, refletindo a sazonalidade do fluxo de CRIs e ajustes de marcação a mercado.
Com base nesse desempenho, o fundo distribuiu R$ 0,88 por cota em 13 de fevereiro de 2026, com pagamento destinado aos investidores posicionados em 30 de janeiro. A manutenção do patamar de proventos está alinhada à política de distribuição do veículo.
O valor dos dividendos do XPCI11 implica dividend yield anualizado de 12,97%, considerando a cotação de fechamento de janeiro. Aplicando o gross-up de 15% sobre a tributação, o retorno anualizado dos rendimentos do XPCI11 alcança 15,41%, evidenciando atratividade frente a alternativas de renda fixa isentas.
Durante janeiro, o fundo movimentou cerca de R$ 21 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) nos mercados primário e secundário, reforçando a reciclagem de carteira e a busca por prêmios de risco ajustados ao cenário.
A composição do portfólio permanece diversificada por ativos e indexadores. Ao fim do mês, o fundo imobiliário XPCI11 detinha 45 CRIs, duas debêntures e sete cotas de outros FIIs, com R$ 785 milhões alocados na estratégia principal e R$ 13,9 milhões em instrumentos de liquidez para despesas e oportunidades táticas.
Estratégia e alocação do XPCI11
Os CRIs representam 88,97% dos ativos do FII XPCI11, enquanto cotas de FIIs somam 8,82%, liquidez 1,77% e debêntures 0,44%. A gestão mantém foco em originação e estruturação próprias, priorizando risco pulverizado e garantias robustas.
Por setor, o varejo alimentício concentra 32% dos ativos, seguido por incorporação vertical (16%) e shoppings (12%). Saúde e outros setores respondem por 10% cada; lajes corporativas, 8%; industrial, 6%; combustíveis, 3%; e educação, 2%. Essa distribuição mitiga riscos idiossincráticos e sustenta a geração de caixa do portfólio ao longo dos ciclos.