O Fiagro AAZQ11 iniciou 2026 mantendo distribuições robustas, com pagamento de R$ 0,105 por cota em janeiro. O rendimento mensal representou dividend yield de 1,22%, enquanto o retorno anualizado alcançou 15,64%, patamar equivalente a cerca de 105% do CDI. O desempenho reforça a proposta de renda recorrente do fundo e sinaliza consistência na estratégia de alocação.
A carteira encerrou o mês com aproximadamente 99% do patrimônio líquido investido em ativos do agronegócio, preservando foco setorial. Os CRAs responderam por 70,2% do PL, ao passo que os Fiagros de direitos creditórios representaram 24% da alocação. Esse perfil prioriza lastros pulverizados e exposição a crédito corporativo do agro.
A taxa ponderada de carrego dos ativos ficou em 2,53%. Considerando impostos e taxas, o carrego líquido da carteira foi de CDI + 1,32% ao ano, refletindo eficiência operacional e precificação adequada do risco. A combinação entre indexadores e spreads contribuiu para a manutenção do nível de distribuição.
Em janeiro, a rotatividade da carteira foi baixa, sem aquisições relevantes. As movimentações restringiram-se a amortizações parciais previstas nos cronogramas das operações. A gestão ressaltou que esse comportamento traduz estabilidade do portfólio e bom desempenho dos ativos já investidos, evitando custos desnecessários de giro.
Para os próximos meses, a expectativa é de novas alocações hoje em fase de estruturação, que devem substituir as amortizações recentes e posições mais líquidas no mercado secundário. A equipe gestora avalia oportunidades que preservem o equilíbrio entre retorno e risco, reforçando a disciplina de crédito e a diversificação.
Resultado contábil de janeiro somou R$ 5,2 milhões. A carteira permanece diversificada e performando dentro do esperado, sustentando a tese de renda e a previsibilidade das distribuições. No relatório, houve atualização sobre o FIDC Caetê, no qual a AZ Quest é investidora relevante, com andamento das medidas de recuperação do crédito relacionado ao CRA Stoppe.
No âmbito civil, o processo de execução contra avalistas registrou decisões favoráveis, incluindo penhora de bens. No campo criminal, ligado à Operação Greenwashing, não houve oferecimento de denúncia até o momento, e a gestora segue acompanhando os desdobramentos.