• IPCA 0,70% FEVEREIRO DE 2026
  • Selic 15% ABR 2026
Fonte:
FIIs

BTHF11 mantém proventos apesar de queda no lucro de fevereiro

BTHF11 mantém proventos apesar de queda no lucro de fevereiro
Imagem gerada por IA

O fundo de investimento imobiliário BTHF11 reportou resultado de R$ 18,925 milhões em fevereiro, queda frente aos R$ 20,088 milhões de janeiro. Mesmo com a retração, a gestão reforçou a disciplina na alocação e no controle de custos, preservando a capacidade de remunerar o cotista. A distribuição por cota foi mantida em R$ 0,101, dentro do guidance semestral entre R$ 0,100 e R$ 0,105, refletindo consistência operacional e previsibilidade de fluxo.

A receita do mês somou R$ 20,651 milhões, ante despesas de R$ 1,726 milhão, evidenciando margem confortável e eficiência na estrutura do fundo. Esse equilíbrio entre receitas recorrentes e gestão ativa permitiu atravessar o período com menor volatilidade de proventos, mesmo diante de ajustes pontuais no resultado. O histórico recente também sustenta a confiança do mercado, com o fundo entregando desempenho superior ao índice do setor.

Retorno de 31%, acima do IFIX

Em 12 meses, o fundo imobiliário BTHF11 acumulou retorno total de 31%, acima dos 26% do IFIX. Esse diferencial decorre, em parte, da estratégia dinâmica no mercado secundário de FIIs e do aproveitamento de assimetrias de preço. A performance reforça o papel do fundo como veículo de geração de alfa por meio de reciclagem ativa de portfólio e gestão de caixa tática.

A operação no mês foi marcada por elevada liquidez no secundário, com negociações que superaram R$ 187 milhões e resultaram em R$ 93 milhões de caixa e mais de R$ 3 milhões em resultado. Entre as iniciativas, destacou-se a venda short de XPML11, no valor de R$ 60 milhões, estruturada para recomposição via follow-on. A tese combinou carrego positivo e arbitragem na recompra, otimizando risco-retorno e preservando dividendos.

Composição e crédito

No encerramento de fevereiro, a carteira do FII BTHF11 manteve perfil diversificado: FIIs de tijolo concentraram 34,1% do patrimônio, caixa somou 21,8% e FIIs de papel, 19,6%. Os CRIs representaram 16,5%, ativos reais 6,4% e a exposição em ações permaneceu residual, em 1,6%, preservando resiliência e liquidez.

No portfólio de crédito, a indexação ao IPCA responde por 53,5% dos CRIs, enquanto os atrelados ao CDI somam 44,2% e ao IGP-M, 2,3%. Esse mix equilibra proteção inflacionária e sensibilidade à taxa de juros, sustentando a política de rendimentos e a atratividade do fundo no ciclo atual.

Quer construir uma carteira de Fiis alinhada com os seus objetivos? Clique aqui e fale agora mesmo com um especialista.

Leia também