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Fonte:
FIIs

RBRY11 reduz resultado com taxa de performance não recorrente

RBRY11 reduz resultado com taxa de performance não recorrente
Imagem gerada por IA

A gestora do fundo imobiliário RBRY11 reportou resultado líquido de R$ 7,595 milhões em fevereiro, queda expressiva frente aos R$ 19,474 milhões de janeiro. O recuo foi influenciado por uma despesa extraordinária de R$ 0,52 por cota, referente à taxa de performance paga ao antigo gestor, impacto pontual que distorce o comparativo mensal.

As receitas somaram R$ 19,941 milhões no mês, enquanto as despesas chegaram a R$ 8,064 milhões. A taxa de performance cobrada refere-se ao segundo semestre de 2025, caracterizando evento não recorrente na operação do fundo imobiliário e ajudando a contextualizar a redução do resultado de fevereiro.

Em 17 de março, o RBRY11 distribuiu R$ 1,09 por cota, utilizando integralmente a reserva acumulada de resultados. Esse foi o menor patamar em 11 meses, refletindo de forma direta o efeito da despesa extraordinária no desempenho mensal do fundo imobiliário.

Composição da carteira e alavancagem do RBRY11

O portfólio fechou fevereiro com alocação de 106,4% do patrimônio líquido, evidenciando o uso de alavancagem financeira. Desse total, 99,1% estavam direcionados a CRIs e operações estruturadas, com rentabilidade média ponderada de 16,2% ao ano, sustentando o carrego da carteira.

A carteira conta com 56 CRIs e uma operação estruturada, distribuídos em quatro segmentos. O setor residencial concentra 89% da exposição, seguido pelo logístico, com 10%. Em termos geográficos, São Paulo representa 70% dos créditos, reforçando a concentração regional e a profundidade de mercado na praça paulista.

Quanto aos indexadores, 88% dos ativos estão atrelados ao CDI, com retorno médio de CDI + 4,1% ao ano. Outros 12% seguem o IPCA (IPCA + 0,9% ao ano) e 0,1% acompanha o IGP-M (IGP-M + 9,1% ao ano), o que oferece diversificação parcial frente aos diferentes ciclos de inflação e juros. Esses indexadores são as principais variáveis de risco e retorno do portfólio.

No período, a gestão executou movimentações estratégicas: aumentou posições em CRI MOS Jardins e Pinheiros II (R$ 2,8 milhões), CRI Pulverizado MK CDI (R$ 1,4 milhão) e CRI Global Realty – Itacema (R$ 4 milhões). Em contrapartida, reduziu em R$ 18,6 milhões a exposição nos CRIs Baroneza e Jardim Europa e zerou o CRI Union (R$ 8,4 milhões), alinhando-se à reciclagem de carteira para melhorar o carrego e reduzir a alavancagem do fundo imobiliário.

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