O mercado de fundos imobiliários alcançou um novo recorde de investidores em março de 2026, consolidando a tração observada nos últimos trimestres. Dados da B3 indicam 3,13 milhões de CPFs expostos a FIIs, ultrapassando com folga a marca anterior e reforçando o apetite do varejo por ativos de renda passiva com lastro real.
Entre dezembro de 2025 e o início de 2026, o número de contas avançou de 2,96 milhões para mais de 3 milhões, confirmando a continuidade do ciclo de expansão. No mesmo período, o patrimônio dos FIIs seguiu robusto, somando R$ 198 bilhões em março, ligeiramente abaixo dos R$ 200 bilhões de janeiro e fevereiro, ajuste atribuído a oscilações de mercado.
Crescimento e perfil do investidor em fundos imobiliários
A pessoa física permanece na liderança do segmento, com 74% das posições em custódia, além de responder por 42% do volume no mercado secundário. A predominância indica que o investidor de varejo segue confiante na resiliência do produto, mesmo diante de episódios pontuais de volatilidade ao longo de 2026.
O universo de FIIs é amplo e diversificado dentro do setor imobiliário, contemplando estratégias de logística, shoppings, lajes corporativas, recebíveis imobiliários e renda urbana, além de estruturas híbridas que combinam diferentes classes de ativos. Essa variedade favorece a alocação por perfil de risco, prazo e distribuição de rendimentos.
A lista de fundos listados manteve-se estável, com 434 FIIs disponíveis para negociação em março, sinal de maturidade do mercado e seletividade em novas ofertas. O IFIX, principal termômetro do setor, avançou 2,4% no mês, embora ainda acumule queda de 1,1% no ano até março, reflexo do ambiente macro e do ajuste de preços.
Entre os destaques de liquidez no período estiveram carteiras focadas em logística, crédito e renda urbana. Apesar das variações recentes, os fundos imobiliários continuam populares na B3, sustentados por distribuição recorrente de rendimentos, diversificação e maior educação financeira do investidor brasileiro.