O BTLG11 reportou resultado de R$ 40,573 milhões em abril, avanço de 16,13% ante março, refletindo principalmente a receita imobiliária de R$ 45,078 milhões. As despesas somaram R$ 4,505 milhões, atenuando parcialmente o desempenho. O fundo distribuiu R$ 0,81 por cota no período; considerando o preço de fechamento de abril, o valor corresponde a dividend yield anualizado de 9,4%, em linha com a estratégia de geração de renda recorrente aos cotistas.
No operacional, o BTLG11 elevou a ocupação do empreendimento BTLG Ribeirão Preto, com a locação de dois módulos que somam 6.603 m² de ABL. A nova ocupação foi firmada com ganho real de 39% em relação aos valores anteriores dos mesmos espaços, indicando capacidade de repasse e demanda por áreas logísticas de qualidade. Com isso, a vacância financeira encerrou abril em 2,6%, um patamar considerado saudável para o segmento.
O portfólio do fundo é composto por 34 imóveis e 1,4 milhão de m² de ABL, com cerca de 92% dos ativos localizados em São Paulo. Essa concentração reforça a exposição a mercados com maior liquidez e profundidade. A carteira tem perfil majoritariamente logístico (95%), com participações complementares em imóveis industriais (3%) e de varejo (2%), diversificando riscos por tipologia.
Em paralelo, o BTLG11 assinou Memorando de Entendimentos não vinculante para potencial alienação de três imóveis, dois em São Paulo e um em Pernambuco, somando 102,6 mil m² de ABL. Se concluída, a transação pode gerar lucro estimado de R$ 1,56 por cota, com ganho de capital de 36% e TIR anual de 17%, reforçando a disciplina de alocação.
A iniciativa integra a estratégia de reciclagem de portfólio do FII, que historicamente realiza desinvestimentos entre 12% e 15% do patrimônio anualmente. O fundo também está em processo de reavaliação patrimonial dos ativos, cujo impacto será incorporado e divulgado na competência de junho, oferecendo maior transparência ao mercado.
Em síntese, o BTLG11 combinou crescimento de receitas, melhoria de ocupação e pipeline de reciclagem de ativos, mantendo a distribuição de R$ 0,81 por cota e um dividend yield anualizado de 9,4%. A gestão busca otimizar retorno ajustado ao risco, amparada por contratos 66% típicos e 34% atípicos, com 97% indexados ao IPCA.