Os fundos imobiliários GGRC11 e AIEC11 pagam rendimentos aos cotistas nesta terça-feira (9), mantendo o cronograma regular de distribuição. O GGRC11 anuncia R$ 0,10 por cota, enquanto o AIEC11 confirma R$ 0,34. Para receber, é necessário ter posição até a data-base definida por cada fundo.
Pela legislação, os FIIs devem distribuir ao menos 95% do lucro apurado pelo regime de caixa semestralmente. Na prática, a maior parte realiza repasses mensais, buscando previsibilidade para o investidor. Esse fluxo, contudo, pode variar conforme o desempenho operacional e a gestão de caixa.
Apenas quem detinha cotas até a “data com” tem direito aos proventos, que são creditados automaticamente na conta da corretora. Essa regra evita dúvidas sobre elegibilidade e garante transparência ao investidor pessoa física.
O AIEC11 paga R$ 0,34 por cota, com dividend yield de 0,56% no mês e 6,82% em 12 meses. O fundo, de perfil “tijolo”, é focado em lajes corporativas, foi constituído em setembro de 2020 e é administrado pela MAF. No acumulado de 2024, distribuiu R$ 2,04 em dividendos, reforçando seu histórico recente.
Já o GGRC11 distribui R$ 0,10 por cota, com DY mensal de 1,01% e DY de 12 meses de 12,07%. Trata-se de um fundo “tijolo” com foco em imóveis industriais e logísticos, criado em abril de 2017 e administrado pela Vortx. Em 2024, o total pago chega a R$ 0,60 por cota, refletindo o desempenho dos contratos e da vacância.
Os rendimentos de FIIs são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que o fundo atenda às exigências legais. Essa vantagem fiscal é um dos atrativos dos FIIs, mas depende do correto enquadramento regulatório.
Por fim, vale lembrar que os fundos imobiliários integram a renda variável, sujeitos a oscilações no preço das cotas e nos proventos, conforme a performance dos ativos, revisões contratuais e condições de mercado. Investidores devem avaliar risco, liquidez e estratégia do portfólio antes de aportar.