A relação entre Brasil e Índia entrou em nova fase de cooperação, com potencial de ampliar investimentos e negócios no agronegócio e em fiagros. A visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova Délhi recolocou na pauta parcerias comerciais e tecnológicas, com foco em atividades de maior valor agregado.
Estudo da AgroSpectrum Asia aponta complementaridades. O Brasil lidera a produção de soja, milho, açúcar, café e carnes. A Índia combina grande mercado consumidor, produção de fertilizantes e agroquímicos e base tecnológica aplicada ao campo.
Entre as frentes mapeadas estão bioeconomia, biocombustíveis, bioinsumos, agricultura tropical, pesquisa agrícola e soluções para produtividade e sustentabilidade. Em 2024, o agro brasileiro exportou cerca de US$ 164 bilhões. A Índia colheu 357,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25, lidera a produção mundial de leite e é relevante no comércio de arroz.
Ambiente pode fortalecer agro e fiagros
Se a aproximação resultar em acordos, investimentos e cooperação tecnológica, a cadeia do agro tende a se fortalecer, com maior demanda por crédito, infraestrutura e inovação. Esse movimento é acompanhado por investidores em ativos do setor, como o SNAG11, focado em operações de crédito agro.
Persistem desafios: custos logísticos, diferenças regulatórias, exigências sanitárias e concorrência em açúcar e oleaginosas. Avanços iniciais devem ocorrer via projetos específicos e cooperação tecnológica.
Liquidez dos fiagros cresce em 2026
O mercado de fiagros ganhou tração na bolsa em 2026. Dados da B3 indicam cerca de 600 mil investidores em custódia em abril, ante 545 mil um ano antes. O estoque financeiro somou R$ 11,5 bilhões no mês.
A negociação avançou. O volume médio diário negociado (ADTV) atingiu aproximadamente R$ 22,3 milhões em 2026.
SNAG11 nos fiagros: R$ 9,9 mi em maio e 132 mil cotistas
Em maio, o SNAG11 registrou resultado de R$ 9,89 milhões e manteve a distribuição de rendimentos. A base superou 132 mil cotistas após a última oferta de cotas.
A inadimplência encerrou o mês zerada, preservando a qualidade da carteira de crédito orientada ao agronegócio.