A abertura de 651 mercados para produtos do agronegócio brasileiro desde 2023 reforça as perspectivas da cadeia exportadora e pode favorecer os Fiagros, como o SNAG11 (SNAG11), que investe em crédito do setor.
Os dados foram apresentados por Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, em coletiva sobre a tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos a parte das vendas brasileiras.
Segundo Müller, o Brasil mantém imagem de parceiro estável e aberto a negociações, o que tem ampliado o acesso dos produtos nacionais. Ele citou o avanço de acordos como Mercosul-União Europeia, o pacto com a Efta e tratativas com o Japão.
Embora o SNAG11 não invista diretamente em commodities ou exportadoras, a expansão do comércio exterior tende a fortalecer a atividade do agronegócio, base dos ativos financeiros da carteira.
Diante da nova sobretaxa, a ApexBrasil disse que buscará ampliar a presença em mercados onde o país ainda tem baixa participação. O plano inclui R$ 130 milhões para apoiar a diversificação das exportações.
A decisão final do USTR elevou de 615 para 699 o número de itens brasileiros isentos do adicional de 25%. Assim, 60,5% das exportações brasileiras aos EUA em 2025, ou US$ 22,8 bilhões, seguirão livres da sobretaxa. A estimativa do volume sujeito ao adicional caiu de US$ 9,4 bilhões para US$ 7,2 bilhões.
Para Fiagros de crédito, como o SNAG11, maior diversificação pode ajudar a preservar o fluxo de receitas de produtores, cooperativas e empresas.
Cenário aponta maior demanda de crédito no agronegócio
Fiagros de crédito investem em títulos lastreados no setor, como CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), operações estruturadas e instrumentos de financiamento.
Exportações mais fortes e novos mercados tendem a estimular produção, armazenagem, logística e capital de giro, elevando a demanda por crédito privado e a originação de operações no mercado de capitais.