Os dividendos do fundo imobiliário KNIP11 (Kinea Índice de Preços) recuaram pelo segundo mês seguido e voltaram a menos de R$ 1 por cota. Foram R$ 0,95 por cota referentes a julho, após R$ 1,12 em junho e R$ 1,25 em maio. O pagamento mais recente ocorreu em 13 de agosto.
Segundo a Kinea, os R$ 0,95 indicam rentabilidade mensal de 0,92% considerando a cota média de ingresso de R$ 102,96 do relatório de julho. O retorno equivaleu a 76% da taxa DI do período, ou a 89% do CDI após ajuste por Imposto de Renda de 15% utilizado pela gestora para comparação.
Resultado dos CRIs e dividendos do KNIP11
A queda dos proventos coincidiu com menor resultado da carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Em maio, os CRIs geraram cerca de R$ 104,3 milhões, caindo para R$ 90,5 milhões em junho e R$ 75,3 milhões em julho, redução próxima de 28% entre maio e julho.
O resultado líquido do fundo acompanhou: R$ 105 milhões em maio, R$ 91 milhões em junho e R$ 76,3 milhões em julho. O resultado por cota passou de R$ 1,31 (maio) para R$ 1,13 (junho) e R$ 0,95 (julho), alinhado à distribuição de R$ 0,95 no mês. A Kinea lembra que distribuição e resultado podem divergir por uso de lucros acumulados.
Inflação e defasagem no KNIP11
O KNIP11 investe majoritariamente em ativos de renda fixa imobiliária indexados à inflação. Os CRIs atrelados ao IPCA refletem, aproximadamente, as variações de dois meses anteriores, o que explica oscilações mensais do resultado.
Em 2026, os rendimentos foram: R$ 0,70 (jan.), R$ 0,65 (fev.), R$ 1,05 (mar.), R$ 1,10 (abr.), R$ 1,25 (mai.), R$ 1,12 (jun.) e R$ 0,95 (jul.). Apesar de ser o menor desde fevereiro, julho supera janeiro e fevereiro.
Carteira e exposição do KNIP11
Em julho, o fundo tinha patrimônio líquido de R$ 7,44 bilhões e 73.168 cotistas. A cota patrimonial era R$ 92,85 e a de mercado, R$ 91,59. A alocação somava 96,8% em ativos-alvo e 9,7% em caixa. Os CRIs tinham taxa média a mercado de IPCA + 10,58% ao ano, taxa média de aquisição de 7,04% acima da inflação e duration de 3,9 anos.
Por indexador, 90,9% da exposição estava no IPCA e 9,1% na Selic. Por segmento, shoppings representavam 32,7%, logística 24% e escritórios 20,9%. O fundo interrompeu sequência de quatro meses (março a junho) com proventos de pelo menos R$ 1 por cota.