O fundo imobiliário CPOF11 (CPOF11) concluiu a venda de 35,125% das ações da CP FLP, participação que equivale indiretamente a 14,05% do Faria Lima Plaza, em São Paulo.
A transação rendeu R$ 201,814 milhões ao fundo. A gestão estima impacto positivo de R$ 14,65 por cota nos rendimentos distribuíveis.
O custo proporcional da fatia vendida era de R$ 121,369 milhões. O ganho de capital estimado é de R$ 80,445 milhões. A gestão calcula Taxa Interna de Retorno de 15,8% ao ano, métrica que mede a taxa anualizada implícita dos fluxos de caixa do investimento.
O pagamento foi integral em 26 de agosto de 2026. Além da primeira parcela de R$ 177 milhões, as partes anteciparam a segunda, com desconto de 10,5%, resultando em cerca de R$ 24,814 milhões.
Parte dos recursos será usada para recomprar aproximadamente R$ 64,7 milhões em créditos imobiliários, com prêmio de cerca de R$ 500 mil por liquidação antecipada. O caixa líquido estimado após a operação é de R$ 136,6 milhões.
A dívida total do fundo deve cair de R$ 327 milhões para R$ 262 milhões. A alavancagem sobre o patrimônio líquido recua de 47% para 38%.
Participação remanescente do CPOF11 no Faria Lima Plaza
Após a reorganização societária e a extinção da SPE, a participação remanescente do fundo no edifício deve ser de 25,95%, detida diretamente. A compradora tem opção de adquirir até 14,875% adicionais da CP FLP S.A.; se exercer, a participação do fundo no ativo pode cair para 20%.
Desde março de 2023, a ocupação do prédio subiu de 61,7% para 97,3%. O aluguel médio de face avançou de cerca de R$ 160 para R$ 203,50/m²; contratos já revisados superam R$ 225/m².
Em abril/2023 a agosto/2026, o empreendimento gerou R$ 51,5 milhões em aluguéis ao fundo. No mesmo mês, o fundo vendeu o Edifício Palladio por R$ 6,7 milhões. As duas reciclagens somam resultado de R$ 81,3 milhões, ou R$ 14,81 por cota. O portfólio passa a ter cinco imóveis e cerca de 23 mil m² de ABL própria; o Faria Lima Plaza responde por 59,7% da receita contratada.