Os rendimentos do PSEC11 subiram a R$ 0,62 por cota em julho de 2026, alta de 22,8% ante junho, com resultado final de R$ 11,453 milhões. A distribuição foi de R$ 0,60 por cota, total de R$ 11,0 milhões pagos em 17 de agosto de 2026, em linha com o guidance do 3º trimestre.
O FFO, indicador de resultado recorrente, atingiu R$ 14,229 milhões (R$ 0,77 por cota). A composição trouxe R$ 9,7 milhões de rendimentos de FIIs, R$ 4,1 milhões de juros e correção de CRIs e R$ 1,2 milhão de aplicações de caixa, frente a despesas recorrentes de R$ 855 mil.
O resultado foi afetado por efeito extraordinário negativo de R$ 2,7 milhões (R$ 0,15 por cota) com vendas de FIIs, custo ligado à rotação tática da carteira. Houve retenção de R$ 0,02 por cota, elevando a reserva para R$ 0,18 por cota (R$ 3,2 milhões). Os rendimentos do fundo são isentos de IR para pessoas físicas, conforme legislação.
Desempenho e rendimentos do PSEC11 em julho
A simplificação do portfólio seguiu em julho: 74 posições em FIIs, ante 78 em junho e 118 no início do plano. A meta é entre 40 e 50 até o fim do ano. Desde março, cerca de R$ 270 milhões foram realocados para crédito, levando caixa + CRIs diretos a 31,0% do patrimônio.
No mês, a exposição a FIIs caiu R$ 25,0 milhões, enquanto CRIs subiram R$ 5,7 milhões e o caixa, R$ 4,3 milhões. A base de cotistas fechou em 81.706 (-1.565 no mês).
A alocação estratégica soma 47,9% em estratégia oportunística (R$ 635,7 milhões, 3 ativos, taxa interna de retorno de 24,4% ao ano), 46,3% em carrego (R$ 615,7 milhões, 64 ativos, CDI + 11,7% ao ano) e 5,8% em ganho de capital (R$ 76,9 milhões). Por veículos: FIIs 68,9%, CRIs 21,6% e caixa 9,4%. Na estratégia de carrego: FIIs R$ 202,7 milhões, CRIs R$ 287,4 milhões e caixa R$ 125,6 milhões.
Movimentações e carteira de crédito do PSEC11
Entre as movimentações, houve aporte adicional de R$ 10,3 milhões no CRI Cone Refri, atrelado ao IPCA + 11,5% ao ano, vencimento em dezembro de 2030, com garantias de alienação fiduciária, cessão de recebíveis e aval.
Na carteira de fundos, o fundo reduziu R$ 11,3 milhões em MCLO11, vendeu integralmente XPML11 por R$ 12,0 milhões e investiu R$ 18,9 milhões em MGRI para quitar a última parcela do Hospital da Bahia, locado à DASA.
Na estratégia de carrego em CRIs, a exposição setorial é residencial (12,7%), logístico (4,9%), varejo (1,9%), outros (0,8%), energia (0,7%) e construção civil (0,6%). Principais operações: Dall (2,8% do patrimônio), Cone Refri (2,3%), MRV FLEX IX (2,2%) e Carrefour (1,9%).
Por indexador, CRIs em IPCA somam 12,3% do patrimônio (taxa média de 11,7% ao ano; prazo médio de 3,7 anos), em CDI 7,5% e prefixados 1,9% (taxa média de 14,8% ao ano).