O fundo imobiliário IRIM11 apurou resultado em caixa de R$ 28,289 milhões em julho, abaixo dos R$ 34,066 milhões de junho. As receitas somaram R$ 30,560 milhões, sendo R$ 24,227 milhões vindos de CRIs e R$ 5,107 milhões da carteira de FIIs, enquanto as despesas em caixa totalizaram R$ 2,271 milhões.
Os dividendos do IRIM11 foram de R$ 0,77 por cota em julho, ante R$ 1,18 no mês anterior, com distribuição total de R$ 27,124 milhões. O dividend yield foi de 1,18% no mês e 14,20% ao ano, e o resultado distribuível ficou em R$ 0,80 por cota.
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A gestão afirmou que o desempenho passou a refletir a desaceleração do IPCA, efeito que pode seguir afetando os próximos resultados. O fundo adicionou R$ 0,03 por cota à reserva, que fechou julho em R$ 0,31 por cota.
A carteira terminou o mês com cerca de 80% em CRIs e 20% em FIIs, com 69,9% do patrimônio exposto à inflação medida pelo IPCA.
Novas alocações em CRIs e dividendos do IRIM11
No primário, o fundo alocou em quatro CRIs. As maiores foram o CRI BTLA Mercado Livre e o CRI Cashme 152, equivalentes a 2,59% do patrimônio cada, a IPCA + 8,8% e IPCA + 10,0% ao ano, respectivamente; para o Cashme 152, havia nova liquidação prevista para agosto.
O IRIM11 também comprou o CRI LBA (série mezanino), com 0,64% do patrimônio a CDI + 5,5% ao ano, e o CRI ADN, com 0,14% a CDI + 2,0%, visando liquidar outro CRI da carteira. Vendeu cerca de 0,17% do patrimônio no CRI Galleria IV. As operações compromissadas reversas representavam 2,4% do patrimônio, a CDI + 0,4%.
Reciclagem de FIIs no IRIM11
Na carteira de fundos, a reciclagem seguiu para aumentar a parcela de ativos de tijolo. Em julho, o fundo reduziu posições em RBHY11 e DEVA11 e encerrou HDOF11, em vendas de cerca de 0,10% do patrimônio. O processo foi temporariamente desacelerado pela gestão.
O relatório destacou o CRI Thopen Energia, com 1,32% do patrimônio. Apesar de a empresa ter ingressado com medida de proteção contra credores, a operação seguia adimplente e, segundo a gestora, amparada por garantias robustas.
A gestora também avançou na monetização de terrenos em SPEs (Sociedades de Propósito Específico), com contratos de permutas financeiras assinados para três SPEs e estudos de dois empreendimentos com lançamentos previstos para os próximos dois anos.