O fundo imobiliário MXRF11 (Maxi Renda FII) superou 1,5 milhão de cotistas e encerrou julho com R$ 5,25 bilhões de patrimônio. O avanço segue a 12ª emissão de cotas, que movimentou cerca de R$ 1 bilhão e ampliou a base de cotas em circulação.
De acordo com o relatório gerencial de julho, o fundo terminou o mês com 1.509.087 cotistas e 567.206.273 cotas. O patrimônio líquido somou R$ 5,254 bilhões, equivalente a R$ 9,2625 por cota.
Em junho, eram 460.269.531 cotas, patrimônio de R$ 4,248 bilhões e 1.485.336 cotistas. De um mês para o outro, o patrimônio cresceu cerca de R$ 1 bilhão, as cotas aumentaram em 106,9 milhões e a base de investidores, em 23,8 mil.
O fundo manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota em julho, paga em 14 de agosto aos investidores posicionados no fechamento de 31 de julho. Considerando a cotação de R$ 9,58, o dividend yield mensal foi de 1,04%, com retorno anualizado de 13,17%.
No ajuste que equipara o rendimento isento de Imposto de Renda ao CDI, o retorno correspondeu a 100,31% do indicador. O resultado de julho somou R$ 42,30 milhões (receitas de R$ 46,07 milhões e despesas de R$ 3,78 milhões), abaixo dos R$ 46,48 milhões distribuídos.
Em junho, antes da nova emissão, o resultado havia sido de R$ 50,48 milhões, ante R$ 46,03 milhões distribuídos. A base de cotas cresceu cerca de 23% entre os meses.
MXRF11: carteira e negociações em julho
A alocação segue concentrada em CRIs. Em julho, 91,69% estavam indexados ao IPCA e 8,21% ao CDI. O residencial representou 31,01% da carteira de CRIs e o varejo alimentício, 19,01%. A gestão citou a desaceleração do IPCA-15 e o impacto dos juros reais no crédito.
A carteira de outros FIIs somava R$ 631,2 milhões. Houve venda de R$ 5 milhões em cotas de MCLO11, com ganho de capital de R$ 500 mil.
Em permutas financeiras, o fundo aportou R$ 1,9 milhão no projeto Pinheiros 2, em São Paulo, com VGV potencial de R$ 384 milhões e participação de 60%. O VGV é a soma estimada das vendas das unidades do empreendimento.
No secundário, o valor de mercado fechou em R$ 5,43 bilhões, com R$ 321,7 milhões negociados, 927.445 negócios e presença em 100% dos pregões. Os próximos relatórios devem detalhar a alocação dos recursos captados.