O BRCO11 inicia 2026 com lucro de R$ 26,5 mi em janeiro, mais que o dobro de dezembro, impulsionado por eventos no ativo Bresco Viracopos. A dissolução da SPE do empreendimento foi determinante para a forte geração de caixa e para o avanço do resultado mensal do fundo.
No mês, as receitas somaram R$ 30,313 milhões, frente a despesas de R$ 3,796 milhões, refletindo um bom controle operacional. Antes da dissolução da SPE, em 2 de janeiro, o fundo imobiliário recebeu R$ 9,9 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), além de R$ 3,1 milhões provenientes das locações do imóvel em Viracopos.
As despesas com propriedades concentraram-se na vacância dos ativos Bresco Embu e Bresco Canoas, além do seguro do Bresco Resende. Entre as despesas gerais, destacaram-se a última parcela do rating da S&P e os laudos de avaliação patrimonial, compondo itens recorrentes de gestão e conformidade.
Houve ainda elevação de despesas financeiras, atrelada aos juros do financiamento utilizado nas aquisições de Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho. Esse efeito, embora pressionando o resultado, é contrabalançado pelo incremento de receitas dos ativos incorporados, reforçando a tese de crescimento do portfólio.
Com o resultado positivo, o fundo anunciou dividendos de R$ 0,87 por cota, equivalentes a um dividend yield anualizado de 8,7% com base na cotação de fechamento de janeiro. A distribuição representou 59,1% do lucro caixa do período, preservando fôlego para novas alocações e estabilidade de pagamentos.
O FII mantém lucro caixa acumulado não distribuído de R$ 34,8 milhões, ou R$ 1,93 por cota, o que sustenta previsibilidade no curto prazo. O portfólio conta com 14 ativos logísticos e 591 mil m² de ABL, receita anual estabilizada acima de R$ 213 milhões e vacância física de 7%, com 51% da exposição em São Paulo, 14% na Bahia e 12% em Minas Gerais.