O CPTS11 (Capitânia Securities II) atravessou os cinco primeiros meses de 2026 com forte oscilação na curva de juros, mudanças na precificação dos ativos de crédito e variação do valor patrimonial. Apesar disso, a distribuição de rendimentos permaneceu estável no período.
Entre janeiro e maio, o fundo pagou R$ 0,09 por cota em todos os meses. A gestora manteve o guidance entre R$ 0,08 e R$ 0,10 por cota, com centro em R$ 0,09, mesmo em um cenário de volatilidade para os fundos imobiliários de papel e de sucessivas alterações na marcação a mercado dos CRIs.
As oscilações na curva de juros afetaram os preços dos ativos no mercado secundário e, por consequência, o patrimônio dos fundos de crédito, segundo os relatórios gerenciais.
Embora a distribuição tenha sido constante, o resultado por cota variou ao longo do ano. Em alguns meses, ficou acima do pagamento e, em outros, abaixo, refletindo receitas financeiras e efeitos de marcação a mercado. Para o investidor pessoa física, o resultado mensal pode sofrer impactos temporários, enquanto a distribuição segue as regras dos FIIs e as decisões da gestão, conforme disponibilidade de resultados.
A Capitânia manteve a projeção de rendimentos entre R$ 0,08 e R$ 0,10 por cota, com centro em R$ 0,09. O guidance é uma estimativa e não garante distribuições futuras.
O valor patrimonial por cota caiu de R$ 9,24 (janeiro) para R$ 8,79 (maio). A cotação no mercado recuou de R$ 8,17 para R$ 7,64, ampliando o desconto frente ao patrimônio.
A taxa líquida implícita atingiu IPCA + 11,98% a.a. em maio. A TIR da carteira de CRIs ficou próxima de 12,2% a.a., acima do IMA-B, índice de referência para títulos públicos atrelados à inflação.