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FIIs

HGCR11 paga mais dividendos aos cotistas mesmo com resultado menor; saiba mais

HGCR11 paga mais dividendos aos cotistas mesmo com resultado menor; saiba mais
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário HGCR11 (HGCR11) apurou resultado de R$ 15,789 milhões em julho, leve queda ante junho. As receitas somaram R$ 16,361 milhões e as despesas, R$ 1,021 milhão. O resultado distribuível foi de R$ 1,02 por cota.

Mesmo com o recuo do resultado, a distribuição subiu de R$ 0,95 para R$ 1,00 por cota, com pagamento em 14 de agosto de 2026. A gestão projeta manter esse patamar no trimestre e vê espaço para novo aumento no quarto trimestre de 2026.

Os dividendos do HGCR11 rendem 12,8% ao ano sobre o valor de mercado e 12,3% sobre a cota patrimonial, na cota de fechamento. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, conforme a legislação.

O fundo mantém reservas para sustentar a distribuição. A reserva acumulada encerrou julho em R$ 0,69 por cota e o saldo de inflação, em R$ 1,62, totalizando R$ 2,31 por cota.

A cota avançou 3,5% no mês e 2,9% em 2026. O retorno acumulado desde o início é de 522,4% (12,2% ao ano). No mesmo período, o CDI rendeu 354,1%, o IMA-B, 427,5%, e o IFIX, 281,9%. A média de distribuição dos últimos 12 meses foi de R$ 0,98 por cota. A base de cotistas fechou em 104.221 investidores.

Carteira e operações impactam os dividendos do HGCR11

O HGCR11 fechou julho com 97,4% do patrimônio alocado: 89,1% em CRIs e operações estruturadas e 8,3% em FIIs. A carteira de crédito reúne 44 CRIs e quatro operações estruturadas, com rentabilidade média de 16,2% ao ano, ou IPCA + 10,4%, prazo médio de 3,6 anos e spread médio de 2,0% ao ano (diferença sobre o indexador).

Por indexador, 83,1% seguem o IPCA, 14,4% o CDI, 2,4% são prefixados e 0,1% atrelados ao IGP-M. Setores: varejo (25%), logística (18%), shopping (12%), multifamily (10%), escritório (8%), pulverizado (7%), data center (6%) e outros (13%). São Paulo concentra mais de 40% dos CRIs.

Nas movimentações, o fundo aumentou em R$ 2,3 milhões a posição no CRI JFL Lorena (IPCA + 10,51% ao ano) e vendeu parte do CRI GPA RBVA por R$ 5,5 milhões, gerando prejuízo de R$ 0,04 por cota. A gestão reclassificou o segmento residencial em financiamento à construção e estoque para aprimorar a análise de risco.

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