A aprovação de R$ 150 milhões em financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Grupo Cerradinho reforça o ciclo de investimentos na cadeia de biocombustíveis, segmento acompanhado indiretamente pelos fiagros.
Os recursos irão para modernização industrial, compra de equipamentos e ampliação de produção nas unidades de Chapadão do Céu (GO) e Maracaju (MS), no âmbito do programa BNDES Mais Inovação.
Do total, R$ 50 milhões serão destinados à Neomille S.A., focada em etanol de milho e coprodutos, para aquisição de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos credenciados pelo banco. Outros R$ 100 milhões irão para a Cerradinho Bioenergia S.A. e para a própria Neomille, voltados a equipamentos industriais e agrícolas com tecnologia nacional.
Cadeia agrícola e fiagros ganham tração
O avanço dos biocombustíveis ocorre com a diversificação das cadeias do agronegócio. Além do uso crescente do óleo de soja para produção de SAF (combustível sustentável de aviação) e diesel renovável, o investimento em etanol de milho se acelera com a segunda safra.
Esse quadro amplia o potencial de geração de valor para diferentes culturas e fortalece a demanda por grãos, reduzindo a dependência do consumo voltado apenas à alimentação humana e animal.
Para investidores do SNFZ11, fiagro com estratégia em aquisição e valorização de terras agrícolas, movimentos como esse sustentam fundamentos de longo prazo do setor, ao estimular produção e consolidar polos agrícolas.
SNFZ11 e o polo do milho safrinha
O fundo detém propriedades em Gaúcha do Norte (MT), área beneficiada pelo sistema soja-milho safrinha. A AgRural estima 108,2 milhões de toneladas para a segunda safra nacional, mantendo o milho safrinha como pilar da agricultura.
A integração com a bioenergia amplia receitas ao longo da cadeia. Coprodutos como o DDGS, insumo para nutrição animal, reforçam o encadeamento produtivo. Esse uso intensivo da terra tende a elevar produtividade e resiliência da oferta.