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FIIB11 rescinde contrato por falta de pagamento e vai à Justiça

FIIB11 rescinde contrato por falta de pagamento e vai à Justiça
Imagem gerada por IA

A administradora do fundo imobiliário FIIB11 (FII Industrial do Brasil) informou que uma locatária deixou de pagar integralmente o aluguel de janeiro, cujo vencimento ocorreu em 20 de fevereiro. Segundo fato relevante divulgado em 3 de março, a empresa havia prometido quitar o débito em 27 de fevereiro, mas não cumpriu o combinado, agravando a situação de inadimplência e sem retomar os pagamentos integrais. Em 20 de fevereiro, houve um depósito de R$ 179.672,50 em favor do fundo, valor que a empresa indicou como a primeira parcela de um possível parcelamento.

Diante desse cenário, o FIIB11 negou a existência de acordo válido entre as partes. A ausência de instrumento formal de confissão de dívida, com anuência da fiadora, e a falta de renovação contratual impedem qualquer entendimento que configure transação. A administradora reforçou que o depósito realizado não representa quitação, novação ou celebração de acordo, sendo tratado como pagamento parcial após a apuração final dos débitos.

Além disso, o fundo enviou nova notificação à locatária para purgação da mora, mas o prazo transcorreu sem a quitação integral das obrigações vencidas. Com a persistência do inadimplemento, o FIIB11 declarou a rescisão dos contratos e exigiu a desocupação do imóvel. O fundo também informou que adotará as medidas judiciais cabíveis, incluindo ações de despejo e execução.

Em termos financeiros, o contrato rescindido corresponde aproximadamente a R$ 0,97 por cota, enquanto os encargos locatícios somam R$ 0,18 por cota. O impacto negativo estimado no fluxo de caixa mensal totaliza R$ 1,15 por cota, pressionando a distribuição aos cotistas no curto prazo.

Desdobramentos e medidas do FIIB11

A administradora destacou que seguirá os ritos legais para assegurar a recomposição dos débitos e a retomada da plena disponibilidade do imóvel. Entre as providências, estão a execução das garantias, a cobrança judicial dos valores em aberto e a busca por nova locação do ativo para mitigar a perda de receita recorrente.

Para os investidores, a comunicação do fundo imobiliário reforça a postura de disciplina na gestão contratual e na preservação dos interesses do condomínio. Embora o efeito imediato sobre o caixa seja relevante, a equipe do FIIB11 sinaliza foco em recuperar os créditos e reverter, no médio prazo, o impacto negativo de R$ 1,15 por cota.

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