O JSAF11 reportou lucro líquido de R$ 6,05 milhões em março de 2026, sustentado por receita total de R$ 6,592 milhões frente a despesas de R$ 541,5 mil. A gestão reforçou a manutenção do padrão de distribuição, preservando a disciplina entre resultado e proventos, com postura mais conservadora no curto prazo. O fundo segue alinhado ao guidance divulgado desde novembro de 2025.
Para abril, foi anunciada a distribuição de R$ 0,080 por cota aos investidores com posição na data-base, com pagamento previsto para o décimo dia útil do mês seguinte. Considerando a cotação de fechamento de R$ 7,83, os rendimentos do JSAF11 implicam dividend yield mensal de 1,02%, o que anualizado equivale a aproximadamente 12,26%, isento de Imposto de Renda para pessoas físicas.
As reservas permanecem adequadas para sustentar o nível atual de proventos. Ao fim de março, a reserva somava R$ 0,02 por cota, oferecendo colchão para eventuais oscilações de curto prazo. A administração indica compromisso com a aproximação entre resultado recorrente e dividendos pagos, evitando distribuições que comprometam a saúde do caixa.
Desempenho e alocação do portfólio
No mês, o fundo imobiliário registrou variação negativa de 0,28%, já contemplando a oscilação patrimonial e os rendimentos distribuídos. Apesar do recuo pontual, no acumulado de 2026 o fundo apresenta desempenho superior ao IFIX, com vantagem de 1,13 ponto percentual sobre o índice, refletindo a resiliência da carteira e a estratégia de geração de renda recorrente.
A maior parcela do patrimônio permanece em ativos de renda recorrente, que representam 49% do portfólio. Posições combinando ganho de capital com renda somam 28%, enquanto estratégias focadas exclusivamente em valorização respondem por 23%. Na composição por classe, os recebíveis imobiliários lideram com 37% de participação, seguidos por lajes corporativas com 25%.
O caixa corresponde a 12% dos ativos, garantindo liquidez para novas alocações táticas. O segmento logístico soma 10% do portfólio, enquanto investimentos em outros fundos imobiliários representam 9%. A carteira inclui ainda shopping centers (5%) e renda urbana (2%), reforçando a diversificação setorial como pilar da gestão do JSAF11.