Com a Selic em 13,75% ao ano desde 16 de setembro de 2026 e o ciclo de cortes em andamento, investidores reavaliam fontes de renda. Nesse contexto, o KNCR11 (KNCR11) se destaca pela carteira majoritariamente atrelada ao CDI.
Segundo a Status Invest, o fundo possui patrimônio líquido próximo de R$ 11 bilhões, 904.998 cotistas e liquidez média diária de R$ 29,1 milhões. A cotação de R$ 106,00 supera o valor patrimonial de R$ 102,64, com P/VP de 1,03.
Criado em 2012, o KNCR11 é administrado pela Intrag DTVM e gerido pela Kinea Investimentos. Sua estratégia concentra-se em CRIs, títulos de crédito lastreados em recebíveis imobiliários.
Conforme o relatório intermediário de outubro, 99,8% do patrimônio estava aplicado em ativos-alvo. Desse total, 99% em operações indexadas ao CDI, com remuneração média de CDI + 2,00% ao ano e prazo médio de 3,2 anos.
A indexação ao CDI faz as receitas financeiras seguirem os juros. Quedas no CDI tendem a reduzir gradualmente a remuneração dos recebíveis e, por consequência, os fluxos distribuíveis.
Na alocação setorial, escritórios representavam 39,7% da carteira, shopping centers 28% e imóveis logísticos 12,3%. Não havia eventos negativos de crédito no período.
A análise de risco considera a concentração por devedor, com exposições a operações ligadas a Brookfield, JHSF Malls e Edifício EZ Tower. As garantias incluem alienação fiduciária de imóveis, cessão de recebíveis e fundos de reserva.
O fundo investiu R$ 664,4 milhões em novas posições, sendo R$ 658,6 milhões em cotas seniores de um FII com exposição imobiliária diversificada.
Os dividendos do KNCR11 oscilaram entre R$ 1,00 e R$ 1,33 por cota nos 12 meses até setembro de 2026. O último pagamento foi de R$ 1,13, em 14 de outubro.
Conforme a Status Invest, o dividend yield acumulado foi de 13,92%. Os rendimentos do KNCR11 dependem das receitas da carteira e variam conforme os juros.