Mato Grosso cravou um novo patamar na safra de soja 2025/26, segundo o IMEA, ao alcançar 51,56 milhões de toneladas e reforçar sua liderança nacional. O desempenho não é um ponto fora da curva: traduz a consolidação produtiva do estado, sustentada por tecnologia, genética superior e gestão mais eficiente no campo. Em um ciclo com desafios climáticos, o volume final evidencia resiliência e escala competitiva.
A trajetória recente mostra estabilidade em produtividade, próxima aos melhores níveis históricos. Após um recuo em 2023/24, com 52 sc/ha, a safra 2024/25 registrou 66,29 sc/ha e 2025/26 manteve 66,03 sc/ha. Essa consistência reforça a tese de eficiência operacional e adoção contínua de boas práticas agrícolas em Mato Grosso.
Mesmo sem superar recordes por hectare, a expansão da área plantada sustentou o salto de produção. Essa combinação — produtividade alta e área crescente — consolidou o volume recorde. O ganho é ainda mais relevante diante das adversidades climáticas, que poderiam ter comprimido margens e reduzido a oferta.
SNFZ11 avança com exposição direta à produção de soja
Veículos com exposição direta à produção se beneficiam dos pilares estruturais do agro, como escala, tecnologia e demanda internacional. O SNFZ11 detém três fazendas em Gaúcha do Norte (MT), dentro do cinturão produtivo responsável por parte desses resultados, e opera contratos de arrendamento com participação variável na colheita.
No acordo com a Jequitibá Agro, o fundo recebe 25% da produção das áreas arrendadas, capturando de forma direta os ganhos de produtividade. Esse modelo alinha incentivos e reduz volatilidade relativa frente a estruturas puramente fixas, favorecendo o fluxo de caixa e o potencial de distribuição.
O piso produtivo elevado do estado impacta a geração de receita e a valorização de ativos reais no portfólio. O fundo mantém distribuição de R$ 0,10 por cota, com dividend yield mensal de 1,02% e anualizado de 13,01%, sustentado por operações recorrentes e eficiência operacional.
Com a colheita 2025/26 concluída, o fundo inicia o ciclo do milho safrinha. As propriedades operam em rotação contínua: soja entre outubro e fevereiro, milho safrinha de fevereiro a maio, e possibilidade de terceira cultura no inverno, ampliando a intensidade do uso do solo.
Para 2025/26, Mato Grosso deve semear 7,4 milhões de hectares de milho de segunda safra, com 51,72 milhões de toneladas estimadas. No mercado de terras, o Centro-Oeste registrou valorização acima de 40% em 12 meses, enquanto áreas mato-grossenses acumulam alta de 350% em 15 anos, sustentando a tese de apreciação de ativos.