A indústria brasileira de processamento de soja deve registrar novo recorde em 2026. A Abiove elevou a projeção de esmagamento para 63,3 milhões de toneladas, ante 63 milhões, o que, se confirmado, será a maior marca da série. A estimativa acompanha a safra prevista de 180,57 milhões de toneladas.
Além do grão, a entidade revisou os derivados. A produção de farelo passou de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas. O óleo de soja foi ajustado de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas.
No comércio exterior, a projeção de exportações de soja em grão subiu de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas em 2026. Entre janeiro e maio, o processamento somou 23,36 milhões de toneladas, alta de 7,9% na comparação anual.
Exportações e processamento: efeitos para o SNAG11
O desempenho da cadeia sustenta a tese do SNAG11, Fiagro de crédito com foco no agronegócio. O fundo não investe diretamente em grãos ou indústrias, mas opera via CRAs, FIDCs, propriedades rurais e outros instrumentos. A expansão do setor tende a ampliar o fluxo de renda na cadeia e a demanda por operações estruturadas de crédito.
SNAG11 lucra R$ 16,4 mi e amplia base
Em junho, o fundo apurou resultado de R$ 16,44 milhões. A gestão reportou reservas em níveis considerados confortáveis, favorecendo previsibilidade de resultados. A base superou 136 mil cotistas e se aproxima de 140 mil investidores.
Dividendos do SNAG11 em junho
O Fiagro distribuiu R$ 0,12 por cota referentes a junho de 2026. O pagamento ocorreu em 24 de julho de 2026 aos detentores com posição na data-base. Com base no fechamento de 30 de junho, de R$ 10,05 por cota, o valor corresponde a dividend yield mensal de aproximadamente 1,19%. O indicador reflete a relação entre o montante distribuído e a cotação de referência.