O RZAG11 reportou resultado de R$ 7,871 milhões em janeiro, abaixo dos R$ 8,881 milhões de dezembro, refletindo menor captura de receitas no mês. As receitas totalizaram R$ 8,785 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 812,8 mil, mantendo margem operacional confortável para a distribuição de proventos. A gestão destacou que o foco segue na previsibilidade do fluxo de caixa e na proteção do capital.
Para o mês, o fundo distribuiu R$ 0,12 por cota em dividendos, equivalente a um dividend yield de 1,27% no período. A escolha tática de distribuição buscou equilibrar prudência e constância, mesmo com ajustes pontuais em componentes de receita, mantendo a atratividade do rendimento mensal aos cotistas.
A administração decidiu não incluir, no cálculo dos proventos, as receitas dos CRAs vinculados à Uniggel Sementes. As duas operações permanecem adimplentes, porém a medida prudencial impactou em R$ 0,0043 por cota. Essa exclusão temporária reflete diligência na gestão de risco e alinhamento às melhores práticas de governança.
Como efeito líquido das decisões, houve ganho de R$ 0,1157 por cota, resultando na distribuição final de R$ 0,12 por cota. Até o fechamento do relatório, o pedido de recuperação judicial da Uniggel ainda não havia sido deferido, e a gestora segue monitorando a evolução do caso com comitês de risco e protocolos de acompanhamento reforçados.
No mercado secundário, a cota do RZAG11 recuou de R$ 9,53 para R$ 9,46 em janeiro, queda de 0,73%. O movimento acompanhou a dinâmica de preço dos fundos de papel agro e ajustes de risco em crédito privado, sem alteração estrutural na tese do fundo. A liquidez permaneceu adequada para o período.
A estratégia segue centrada na manutenção de capital com produtores parceiros de longo prazo, priorizando reinvestimento nas estruturas existentes. Foram concluídos ajustes em fluxos de vencimento e revisões de taxas de operações com três a quatro anos, visando preservar regularidade de juros e sustentar distribuição mensal mais previsível aos cotistas.
Ao fim de janeiro, 95,42% do patrimônio líquido estava alocado. O mandato permanece voltado à originação própria de ativos ligados às cadeias agroindustriais, com análise criteriosa de crédito e monitoramento contínuo das operações, reforçando a resiliência do portfólio do RZAG11.