O fundo imobiliário SNEL11 movimentou cerca de R$ 19,57 milhões na B3 nesta segunda-feira (25), figurando entre os FIIs mais negociados do pregão. As cotas fecharam a R$ 8,48, em alta de 0,24%, após tocarem a máxima intradiária de R$ 8,51 — valor que configura nova máxima histórica no mercado secundário. Esse desempenho reforça a tração recente do veículo, sob influência direta do ganho de escala e do interesse crescente dos investidores.
Em paralelo ao avanço no preço e na liquidez, a base de cotistas segue em expansão. Segundo análise da Suno Asset, o fundo alcançou aproximadamente 95 mil investidores, consolidando-se entre os maiores em número de participantes no segmento. Para o analista Gabriel Barbieri, a evolução decorre da comunicação ativa da gestora, que prioriza transparência e recorrência de informações ao mercado.
A quarta emissão de cotas foi concluída com captação de cerca de R$ 622 milhões, elevando o patrimônio líquido para aproximadamente R$ 909,3 milhões. Esse reforço de caixa sustenta o plano de crescimento e amplia o poder de negociação em novos projetos.
Com os recursos, o SNEL11 celebrou 20 contratos para aquisição de ativos solares de geração distribuída, totalizando 87,5 MWp de capacidade instalada em 22 cidades de oito estados. A gestão estima TIR real de 14,44% ao ano para os ativos, já líquida dos custos operacionais, o que, se confirmado, tende a sustentar a atratividade do portfólio no médio prazo.
Entre os empreendimentos incorporados estão as UFVs Paramirim, Cruzeiro do Sul, Soleil e Juti, que reúnem aproximadamente 16,9 MWp em capacidade operacional. A diversificação geográfica e tecnológica eleva a resiliência do portfólio, reduzindo riscos de concentração.
O fundo mantém distribuição recorrente: pagou R$ 0,10 por cota aos investidores posicionados até 15 de maio, equivalente a um dividend yield mensal próximo de 1,17%. Em um ambiente de juros em transição, a previsibilidade de rendimentos reforça a tese defensiva do veículo.
O crescimento ocorre em um cenário favorável às fontes renováveis no Brasil. Dados do Ministério de Minas e Energia indicam que cerca de 89% da nova capacidade adicionada ao SIN em 2025 veio de fontes limpas, sustentando a demanda por ativos solares e o ciclo de expansão do SNEL11.