O fundo imobiliário VISC11 confirmou a manutenção do pagamento de R$ 0,84 por cota em maio, repetindo o valor dos três meses anteriores e consolidando o quarto mês consecutivo nesse patamar. Considerando a cotação de fechamento de abril em R$ 110,21, o dividend yield mensal fica próximo de 0,77%, nível coerente com a média recente do fundo. Os proventos serão pagos no dia 15 de maio de 2026 aos investidores posicionados até o final do pregão de quinta-feira (30).
Para pessoas físicas, os dividendos do VISC11 seguem isentos de Imposto de Renda, conforme a legislação vigente para fundos imobiliários listados. A recorrência do pagamento sugere estabilidade na geração de caixa, ainda que o yield mensal esteja sujeito a variações de preço de mercado e ao desempenho operacional das propriedades do portfólio.
Em março, o portfólio registrou alta de 7,2% no NOI caixa por m², enquanto as vendas por m² permaneceram estáveis na comparação anual. No recorte de mesmas lojas, houve leve queda de 0,5% nas vendas (SSS), compensada por avanço de 4,6% nos aluguéis (SSR) versus o ano anterior. Esses dados indicam resiliência na precificação dos contratos, apesar de um consumo mais moderado em parte dos shoppings.
Os níveis de desconto e inadimplência líquida ficaram em 1,8% e -3,3%, respectivamente, com a inadimplência negativa refletindo a recuperação de valores em atraso do mês anterior. A taxa de ocupação encerrou fevereiro em 94,8%, patamar considerado saudável para o segmento de shopping centers e consistente com a estratégia de manutenção de qualidade do mix de lojistas.
Aquisições e estrutura de capital podem reforçar a capacidade de distribuição ao longo do tempo. O fundo concluiu a compra de 10% do BH Shopping, em Belo Horizonte (MG), por R$ 285 milhões, conforme comunicado de 23 de março. O pagamento foi dividido entre R$ 138,8 milhões à vista (27 de março), R$ 69,4 milhões em até 12 meses, R$ 69,4 milhões em até 18 meses e R$ 7,5 milhões adicionais em 24 meses após a inauguração da Expansão VI.
Todos os valores serão corrigidos pelo IPCA, o que preserva o valor real do investimento. A gestora estima yield médio de 11,3% nos três primeiros anos de operação, o que, se confirmado, tende a sustentar a política de proventos do VISC11 no médio prazo, alinhando crescimento orgânico e aquisições seletivas.