O XPCA11 encerrou dezembro com resultado de R$ 4,787 milhões no regime de caixa e R$ 5,282 milhões no regime de competência, desempenho superior ao mês anterior. Com base nesses números, a gestão aprovou a distribuição de R$ 5,007 milhões em dividendos, o que equivale a R$ 0,11 por cota e um dividend yield de 1,53% no período. O fundo segue priorizando eficiência na alocação e geração de caixa, mesmo com postura cautelosa no fim do ano.
A principal fonte de receita permaneceu sendo a carteira de CRA, que somou R$ 4,794 milhões no regime de caixa, reforçando a resiliência do crédito do agronegócio na carteira do XPCA11. Como complemento, houve contribuição de R$ 405,5 mil oriundos de LCA e renda fixa, ajudando a sustentar o patamar de distribuição em dezembro.
Na gestão ativa do portfólio, o fundo realizou vendas estratégicas de CRA em três posições: R$ 831 mil do CRA02200CCH (risco Itaueira), R$ 791 mil do CRA021005QS (risco UISA) e R$ 564 mil no CRA02500810 (risco ACP). Essas movimentações visaram otimizar o carrego e preparar caixa para novas oportunidades, mantendo a disciplina de risco.
Sem novos investimentos em dezembro, a estratégia se materializou no mês seguinte, com alocação tática de R$ 25 milhões em Minerva. A operação buscou potencializar o retorno do caixa, aproveitando janelas de mercado em crédito corporativo do agro. Também foi concluída a operação Copercana-Cargill, no valor de R$ 6 milhões, com remuneração de CDI + 2,50% ao ano.
A Copercana, cooperativa fundada em 1983 e sediada em Sertãozinho, reúne mais de 8 mil cooperados no segmento sucroalcooleiro. Essa exposição diversifica a base de risco do portfólio e amplia o mix de originação no agronegócio, em linha com a política de crédito do fundo. A atuação segue focada em nomes com histórico sólido e garantias adequadas.
Ao final de dezembro, o patrimônio líquido estava distribuído em 65,8% em CRA, 20,9% em cotas de FIDC Fiagro, 0,9% em CRI Agro e 12,4% em caixa. A gestão do XPCA11 trabalha na originação de novas operações para reduzir a posição de caixa no curto prazo e sustentar a distribuição, preservando qualidade de crédito e liquidez.