O MCCI11 anunciou a distribuição de R$ 1,00 por cota referente ao desempenho de março de 2026, mantendo a consistência recente do fundo. Com base na cotação de fechamento de R$ 93,83, o dividend yield mensal estimado é de aproximadamente 1,07%, patamar que reforça a estabilidade do rendimento observado ao longo dos últimos meses.
Os proventos serão destinados aos investidores posicionados até 13 de abril, data de corte definida pela gestão. O pagamento está agendado para 20 de abril de 2026, seguindo o cronograma habitual do fundo para repasses mensais ao cotista.
A manutenção do valor distribuído está em linha com o intervalo projetado para o primeiro semestre de 2026, entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota. No curto prazo, a expectativa é de continuidade desses níveis até junho, cujo pagamento ocorre em julho, respeitando a sazonalidade e o ritmo de geração de caixa do portfólio.
Não houve alterações relevantes na carteira em março. A gestão reportou estabilidade nas posições e ausência de inadimplência nos CRIs, o que sustenta a previsibilidade dos fluxos e contribui para a resiliência do resultado. Esse comportamento reforça o perfil defensivo do veículo.
Carteira e indexação do MCCI11 sustentam previsibilidade
A carteira segue concentrada em crédito estruturado, com 76% dos recursos alocados em CRIs e participação complementar em fundos de CRI, posições táticas e caixa. A elevada parcela atrelada ao IPCA, com taxa média de IPCA + 8,9% ao ano, segue como pilar da estratégia, enquanto a exposição ao CDI permanece residual.
Em termos de diversificação setorial, o segmento logístico lidera a alocação (55%), seguido por residencial (17%), comercial (16%), varejo essencial (11%) e hoteleiro (1%). Essa composição favorece a diluição de risco e a manutenção do fluxo de recebíveis.
Ao final do período, cerca de 98% do patrimônio do fundo imobiliário MCCI11 estava investido em ativos-alvo. A distribuição abrange 26 CRIs e 20 fundos de CRI, com apenas 2% em caixa. Aproximadamente 98% do portfólio está atrelado ao IPCA, enquanto 2% segue o CDI, com retorno médio de CDI + 1,4%. Assim, o fundo preserva seu foco em crédito estruturado e mantém a disciplina na alocação, reforçando a tendência de estabilidade dos proventos observada ao longo dos últimos nove meses pelo MCCI11.