O IFIX encerrou o pregão desta sexta-feira (8) em 3.922,13 pontos, avanço de 0,32% frente ao dia anterior. O ganho de 12,48 pontos manteve o índice acima do patamar de 3.900, em sessão marcada por viés positivo e fechamento próximo às máximas do dia. A movimentação confirma o apetite seletivo por fundos de tijolo e de recebíveis, ainda que o apelo defensivo siga influente no curto prazo.
Ao longo da sessão, o índice de fundos imobiliários oscilou entre 3.909,67 e 3.922,23 pontos, faixa estreita que evidenciou menor volatilidade intradiária. O fechamento perto do topo sinaliza demanda firme nos minutos finais, com investidores buscando exposição antes do fim de semana.
Apesar do ganho diário, a semana terminou no vermelho. Em comparação ao fechamento semanal anterior de 3.929,91 pontos, o IFIX acumulou queda de 7,78 pontos, baixa de 0,2%. O recuo semanal reflete cautela diante do cenário macro, com ajustes nas expectativas de juros e seletividade maior entre segmentos.
IFIX fecha em alta, mas acumula queda na semana
Entre os destaques, o HCTR11 liderou as altas com valorização de 2,75%, a R$ 17,00, apoiado pelo interesse em papéis de crédito estruturado. Na sequência, o PVBI11 (VBI Prime Properties) subiu 2,58%, fechando em R$ 77,47, em linha com a boa percepção sobre portfólios de lajes de qualidade.
Nas quedas, o ARRI11 (FII Atrio REIT Recebíveis Imobiliários) recuou 6,94%, a R$ 4,95, realizando parte dos ganhos recentes e refletindo maior seletividade no risco de crédito. O CACR11 (FII AF Invest Recebíveis Imobiliários) caiu 4,58%, a R$ 32,37, acompanhando a pressão do segmento de recebíveis.
No volume, o CPTS11 (Capitania Securities II) liderou com R$ 2,44 milhões e baixa de 1,02%, mostrando rotação entre nomes de maior liquidez. O VGHF11 (Valora Hedge FII) movimentou R$ 2,38 milhões e avançou 1,33%, enquanto o GARE11 (FII Guardian Logística) somou R$ 1,42 milhão e subiu 0,24%.
Para a próxima semana, o foco recai sobre indicadores de inflação e discurso de autoridades monetárias, que podem influenciar a precificação de risco. No balanço, o IFIX mantém suporte em 3.900 pontos, com atenção à performance setorial e ao comportamento dos juros futuros.