O TVRI11 (Tivio Renda Imobiliária) convocou assembleia de cotistas para deliberar uma nova emissão de cotas que pode movimentar até R$ 500 milhões, com consulta aberta até 15 de maio. Direcionada a investidores profissionais, a oferta seguirá a Resolução CVM 160, sob regime de melhores esforços, com captação mínima de R$ 40 milhões para permitir distribuição parcial. A operação inclui lote adicional de até 100% do volume inicial, ajustável conforme a demanda.
A estratégia declarada é ampliar a diversificação setorial, reduzir a concentração em agências bancárias e elevar a liquidez das cotas na B3. Hoje, a carteira mantém exposição elevada ao segmento financeiro: 95,8% do patrimônio do fundo está alocado em ativos bancários, majoritariamente locados ao Banco do Brasil. A emissão busca financiar a migração gradual para setores complementares.
A gestora pretende acelerar a entrada em saúde, educação, varejo e oportunidades táticas, com o intuito de diluir riscos de concentração de locatários e alongar o prazo médio dos contratos. Atualmente, 93% dos acordos vencem em 2027, o que concentra renegociações em curto espaço de tempo; o pipeline sob análise supera R$ 1,5 bilhão.
Desde 2023, a reciclagem do portfólio tem avançado com a venda de oito imóveis, somando R$ 162,7 milhões, a preços 42% acima do valor patrimonial. Entre as alienações, destacam-se agências em Juiz de Fora, Maringá, Toledo, Tijuca, Ponta Grossa e Brás, gerando R$ 2,89 por cota em resultados não recorrentes. Em paralelo, o fundo efetuou aquisições em novos segmentos, como um day hospital em Santo André e um ativo de hortifruti.
Em março, o TVRI11 reportou lucro líquido de R$ 17,97 milhões, alta de 20% sobre fevereiro. O resultado por cota atingiu R$ 1,13, acima da distribuição de R$ 1,05, enquanto o dividend yield em 12 meses chegou a 13%. Desde o início da gestão ativa, a rentabilidade acumulada alcançou 63,3%, superando o IFIX em mais de 2.600 pontos-base, referência do índice de fundos imobiliários na Bolsa.
Apesar do desempenho, o fundo encara a transição com desafios: sete agências estão em aviso prévio para desocupação, mantendo ocupação em 94%. Persistem pendências na venda da Agência Brás, com parcelas de janeiro, fevereiro e março em atraso. O TVRI11 encerra com patrimônio líquido de R$ 1,66 bilhão, 59,9 mil cotistas e 58 imóveis em 14 estados.