O fundo imobiliário RECR11 anunciou a distribuição de R$ 1,0525 por cota em maio, o maior valor em 11 meses, reforçando a atratividade do provento para os investidores. A data de corte para os dividendos do RECR11 será em 8 de maio de 2026; quem estiver posicionado até o fechamento desse pregão terá direito ao recebimento. O pagamento dos rendimentos ocorrerá em 15 de maio de 2026, referente à competência de abril de 2026.
Com a cotação de fechamento de R$ 83,41 em abril, o dividendo implica um Dividend Yield mensal estimado de 1,26%, patamar considerado competitivo no universo de FIIs de papel. O resultado reflete a geração de caixa do portfólio e a manutenção de operações indexadas a CDI e IPCA, que seguem entregando retorno consistente aos cotistas.
Nos últimos 12 meses, o fundo distribuiu R$ 10,92 por cota, sinalizando regularidade nos proventos. Entre dezembro de 2017 e março de 2026, o FII RECR11 acumulou 158,3% de rentabilidade sobre a cota inicial de R$ 100, considerando juros compostos. No mesmo intervalo, os benchmarks CDI, IMA-B e IFIX avançaram 102,5%, 106,2% e 74,9%, respectivamente. Em março, a rentabilidade mensal ficou em 1,03%.
Composição da carteira (mar/26)
- CRIs: R$ 2,21 bilhões
- FIIs: R$ 103,2 milhões
- Imóveis: R$ 75,9 milhões
- Cotas de Fundos (D0): R$ 58,9 milhões
- Outros ativos: R$ 4,5 milhões
- Patrimônio total: R$ 2,45 bilhões
A alocação permanecia concentrada em crédito privado, com 94% dos recursos distribuídos em 98 operações de CRIs e 6 FIIs, favorecendo diversificação setorial e de emissores. As novas compras realizadas em março contribuíram para reforçar o carrego e alongar prazos de recebimento.
Entre as aquisições, destacam-se o CRI Matarazzo Retail IV (Opea), por R$ 6,8 milhões, a CDI + 4,95% a.a., e o CRI Ativos Residenciais Diversificados (Habitasec), por R$ 14 milhões, a CDI + 3,00% a.a. Houve ainda a compra do CRI Pulverizado Lançamentos Residenciais (Habitasec), por R$ 2,7 milhões, atrelado ao IPCA + 10,50% a.a., além do investimento de R$ 10 milhões no FII EIRA11 (Aroeira FII).
Para o investidor que busca renda, os rendimentos do RECR11 em maio reforçam a tese de geração de caixa estável, ancorada em CRIs com spreads atrativos e indexadores resilientes. Com a distribuição de R$ 1,0525 por cota e carteira ativa em originação e aquisições, o RECR11 mantém perspectiva positiva para a manutenção do nível de proventos.