O fundo imobiliário PSEC11 reportou em abril um resultado distribuível de R$ 12,772 milhões, com receitas de R$ 7,769 milhões e despesas de R$ 987 mil. Na base por cota, o resultado atingiu R$ 0,69, enquanto a distribuição foi mantida em R$ 0,55 por cota. A reserva acumulada avançou de R$ 0,03 para R$ 0,18 por cota, fortalecendo o colchão para pagamentos futuros e conferindo maior previsibilidade ao investidor.
Em linha com a estratégia de reposicionamento, o PSEC11 acelerou a alocação em CRIs diretos e reduziu a exposição a FIIs listados. Ao longo do mês, foram aplicados R$ 76 milhões em sete novas operações, equivalentes a 5,5% do patrimônio líquido, com taxas médias de IPCA + 10,5% ao ano e CDI + 5,0% ao ano. A gestão avalia que essas condições trazem carrego mais robusto e recorrente para a carteira.
Entre as novas posições, destacam-se os CRIs MOS Jardins Pinheiros II e MOS Jardins Pinheiros, ambos atrelados ao CDI, além de Cabreúva, Cone Refri, CB I Meza, Windsock e Plano Plano. As taxas dessas operações variaram entre IPCA + 8,7% e IPCA + 14,4%, refletindo um prêmio atrativo frente ao risco de crédito e ao cenário de inflação e juros ainda elevados.
A taxa média consolidada das novas alocações ficou em IPCA + 10,6% e CDI + 5,0%. A administração reafirmou que esses níveis sustentam um maior rendimento corrente, contribuindo para estabilidade da distribuição e reforço da reserva. Esse movimento também permite reduzir a dependência de ganhos de capital em FIIs listados.
Composição da carteira do PSEC11 evoluiu em abril: os CRIs passaram a representar 21,4% do ativo e contribuíram com R$ 0,23 por cota em juros e correção monetária. Em paralelo, o fundo seguiu diminuindo posições em FIIs listados, equivalentes a 2,8% do patrimônio líquido, sem efeito relevante no resultado do mês.
Ao fim de abril, o portfólio contava com 79 FIIs, com meta de convergir para 40-50 posições até dezembro. A alocação final ficou em 40% em FIIs líquidos, 34% em FIIs via private placement, 21% em CRIs e 5,1% em caixa, totalizando 94,9% em ativos-alvo. Esse arranjo reforça a disciplina de alocação e a busca por maior eficiência no carrego do portfólio do PSEC11.