O fundo imobiliário PVBI11 reportou avanço no resultado distribuível de abril, somando R$ 12,778 milhões, alta de 26,3% ante março. As receitas atingiram R$ 15,433 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 2,654 milhões. Mesmo com a distribuição de R$ 0,40 por cota, o FII preservou uma reserva de R$ 0,23 por cota e encerrou o mês sem alavancagem ou endividamento financeiro.
O desempenho foi impulsionado por efeito não recorrente: a multa rescisória relacionada à saída da Julius Baer, que acrescentou R$ 0,08 por cota ao resultado mensal. Esse reforço pontual melhora a fotografia do mês, mas não altera, por si só, a capacidade recorrente de geração de caixa do PVBI11.
A vacância física do fundo PVBI11 recuou levemente em abril, de 18,7% para 18,5%, enquanto a vacância financeira passou de 20,0% para 19,9%. A melhora refletiu ajustes na carteira, com a saída da Fidessa do The One e a entrada da Mombak no VOC, reequilibrando parcialmente a ocupação.
No curto prazo, a gestora indica pressão sobre a taxa de ocupação. O Banco ABC deixará o ativo CJ e a Mombak deve desocupar áreas em julho, o que pode elevar a vacância. Com essas movimentações, a vacância física projetada do PVBI11 é estimada em 24,9% a partir de julho de 2026, exigindo atuação ativa de locação para mitigar impactos no resultado.
Resumo do portfólio: o FII detém sete ativos na região metropolitana de São Paulo, totalizando mais de 83 mil m² de ABL, e realizou reajustes contratuais em 25.092 m² em abril. A exposição total a imóveis corresponde a 97% do patrimônio líquido, reforçando o perfil de lastro real do veículo.
Destaque para o Faria Lima 4440, principal ativo por valor patrimonial, com 33,4% da carteira. O fundo possui 49,5% desse empreendimento por meio de participação em outro FII. As posições táticas em outros fundos imobiliários representam 1,0% do patrimônio, mantendo baixa diversificação fora do portfólio principal do PVBI11.