O SNFZ11 manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota em abril, refletindo um dividend yield anualizado próximo de 13,3%, conforme relatório gerencial e apresentação a investidores. O fundo fechou o período com patrimônio líquido ao redor de R$ 120 milhões, reforçando a solidez da estratégia. A base de cotistas segue em expansão, agora com mais de 13 mil investidores, o que amplia a liquidez e a visibilidade entre os fiagros listados.
A carteira combina três fazendas e três operações de CRA, desenho que equilibra valorização de terras agrícolas e geração de renda recorrente. No pilar operacional, a safra de soja performou acima do previsto, com produtividade próxima de 60 sacas por hectare, o que sustentou ajustes positivos nos contratos de arrendamento. Esses contratos preveem que o fundo receba 25% da produção, com acerto financeiro pós-colheita.
Em paralelo, a gestão do SNFZ11 avançou na expansão do portfólio, firmando compromissos para adquirir três novas propriedades rurais. Se concluída, a operação pode acrescentar cerca de 2,2 mil hectares agricultáveis, elevando para seis o número de fazendas na carteira e fortalecendo a exposição ao agronegócio mato-grossense. As condições precedentes ainda precisam ser cumpridas.
Segundo a administração, as regiões selecionadas apresentam potencial de valorização acima da média. As áreas passam por desenvolvimento logístico e de infraestrutura, com perspectivas de melhorias em estradas, armazenagem e escoamento, fatores que tendem a destravar valor no médio prazo. A compra foi negociada a cerca de 950 sacas por hectare.
O valor total da transação equivale a aproximadamente 2,1 milhões de sacas de soja, métrica amplamente utilizada na avaliação de propriedades produtoras de grãos. A estrutura visa manter o equilíbrio entre risco e retorno, combinando geração de caixa via arrendamentos com ganhos de capital na terra.
Com a safra acima do esperado e a expansão em curso, o SNFZ11 reforça a proposta de renda e crescimento. A gestão projeta continuidade da disciplina alocativa, observando condições de mercado, produtividade efetiva e evolução logística nas regiões-alvo, fatores-chave para sustentar resultados no longo prazo.