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FIIs

Fundo Imobiliário OUJP11 convoca os cotistas para votação; entenda o cenário

O Fundo Imobiliário OUJP11 convocou os cotistas para deliberar uma reorganização estrutural que pode desmembrar o FII em dois fundos independentes. A administradora Finaxis publicou a convocação em 17 de junho. A votação ocorre por consulta formal, com envio de votos até 28 de julho e apuração em 3 de agosto.

H2: Reorganização do OUJP11: venda em dois blocos e troca de cotas
A proposta prevê a venda de 100% da carteira em dois blocos iguais. Metade seria adquirida pelo JPPA11, gerido pela JPP Capital, condicionada à aprovação em assembleia. A outra metade seria adquirida pelo FTRR11 (Fator Recebíveis Imobiliários), veículo pré-operacional criado para a operação e gerido pela FAR — Fator Administração de Recursos, também sujeito à aprovação dos cotistas.

Os dois gestores são os atuais cogestores do OUJP11. A operação separa essa cogestão em dois fundos independentes. Com base na posição de 22 de maio de 2026, cada bloco foi estimado em R$ 164,6 milhões, conforme as propostas de aquisição.

Troca de cotas e tributação

O pagamento não será em dinheiro. O OUJP11 receberá cotas dos fundos compradores, via compensação de crédito, e as distribuirá proporcionalmente aos cotistas. O fator de conversão será divulgado por fato relevante após a assembleia e considerará os valores patrimoniais dos fundos.

O resgate das cotas do OUJP11 terá incidência de imposto de renda. O novo administrador solicitará o preço médio de aquisição. Se não informado, valerá o menor preço histórico de negociação das cotas em bolsa; sobre a diferença para o valor resgatado, incidirá 20% de IR.

Mudanças administrativas e votação

A AGE também deliberará a substituição da Finaxis pela Rio Bravo Investimentos na administração fiduciária. A taxa de administração passará a ser global, incluindo custódia e escrituração, com alíquotas de 0,35% (até R$ 50 milhões), 0,30% (entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões) e 0,20% (acima de R$ 100 milhões), ante 0,2625%, 0,225% e 0,15% atuais. O Comitê de Investimentos será extinto se aprovado.

O JPPA11 também propôs adquirir 100% dos ativos do RBHG11. Se aprovadas, as operações levariam o JPPA11 a patrimônio líquido estimado em R$ 442,4 milhões, cerca de 37.740 cotistas e aproximadamente 76 CRIs. O FTRR11 nasce sem cotistas e, após a operação e a captação integral da oferta primária, pode alcançar patrimônio estimado de R$ 390 milhões e mais de 26 mil cotistas. O regulamento prevê ausência de taxa de performance e elimina a exigência de 3% do patrimônio em caixa. A gestão será da FAR e a administração do Banco Fator.

As matérias exigem maioria entre os votantes, representando no mínimo 25% das cotas emitidas. Os votos podem ser enviados pela B3, em “Assembleias em Aberto”, ou à Finaxis por e-mail ou correspondência, até 28 de julho de 2026.

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