O agronegócio respondeu por 45,7% das exportações brasileiras em junho, somando US$ 16,59 bilhões, alta de 14% na comparação anual, segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM). As exportações do agronegócio mantiveram o setor como principal vetor do comércio exterior no mês.
No primeiro semestre, o agro exportou US$ 87,09 bilhões, avanço de 6,2% ante igual período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado por soja em grãos, carne bovina e outros itens do complexo agroexportador.
O ritmo favorável sustenta o ambiente para Fiagros de crédito, como o SNAG11 (SNAG11), que investe em financiamento da cadeia agropecuária. Embora não haja efeito imediato sobre o fundo, um agro aquecido tende a fortalecer a capacidade financeira de produtores e empresas do setor.
SNAG11 mantém carteira sem inadimplência
O relatório gerencial mais recente reportou resultado de R$ 9,89 milhões em maio e distribuição de R$ 0,12 por cota, com inadimplência zerada. O fundo encerrou o mês com R$ 0,135 por cota em reservas e superou 132 mil cotistas após a última oferta.
A soja permaneceu como principal item exportado em junho, com US$ 6,26 bilhões, alta de 17,3% frente ao mesmo mês de 2025 e 37,7% da pauta do agro. A China seguiu como maior destino, com US$ 6,48 bilhões, com destaque para o grão.
Ao todo, 1.497 municípios registraram vendas externas do agro em junho, acima de um ano antes. Mato Grosso liderou entre os estados, com US$ 3,02 bilhões, seguido por São Paulo, com US$ 2,45 bilhões.
Tese do SNAG11 e composição da carteira
O SNAG11 é um fiagro híbrido da Suno Asset, focado em financiar a cadeia agropecuária. O portfólio reúne CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), propriedades rurais, cotas de outros Fiagros e FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios).
A carteira atual soma 11 ativos, com exposição a 264 devedores, majoritariamente produtores rurais. A estratégia busca diluição de riscos por emissões, setores e perfis de crédito, com foco em geração de renda.