Com mais de 1,4 milhão de cotistas, o MXRF11 é um dos fundos imobiliários mais negociados da B3. A cota gira perto de R$ 9,74 e o fundo distribui proventos mensalmente, com liquidez diária em torno de R$ 15 milhões.
Trata-se de um fundo de papel gerido pela XP. Seu objetivo é gerar renda por meio de ativos com lastro imobiliário, como CRIs, debêntures, cotas de outros FIIs e operações estruturadas. O Maxi Renda tem mais de uma década de histórico e patrimônio líquido superior a R$ 4 bilhões.
A carteira é predominantemente composta por CRIs de perfil high grade, majoritariamente indexados à inflação. Assim, parte do rendimento acompanha indicadores como o IPCA.
Conheça o MXRF11
O preço de mercado de R$ 9,74 por cota compara-se ao valor patrimonial de R$ 9,37, o que implica P/VP de 1,04. Isso indica leve ágio na negociação frente aos ativos do portfólio.
O fundo mantém cotações e rendimentos sujeitos a oscilações típicas de renda variável. Por ser de papel, há sensibilidade à curva de juros, o que pode pressionar as cotas em ciclos de alta.
Dividendos do MXRF11
Nos últimos 12 meses, os dividendos do MXRF11 somaram R$ 1,195 por cota, equivalente a dividend yield próximo de 12,3%. O fundo vem pagando cerca de R$ 0,10 por cota ao mês, valores isentos de IR para pessoa física, desde que atendida a legislação.
Apesar do yield elevado no período, a distribuição por cota recuou levemente nos últimos anos, movimento comum em fundos de papel quando os indexadores de crédito cedem.
Riscos do MXRF11
Além da oscilação de mercado e da sensibilidade aos juros, há risco de crédito. CRIs podem entrar em recuperação judicial, sofrer provisionamentos ou renegociações, afetando o fluxo de recebíveis. A gestão busca diluir esse risco com carteira pulverizada e garantias.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.