A produção de soja no Brasil pode atingir 184,1 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo estimativa da consultoria AgResource Brasil. O volume supera em 2% a projeção de 180,5 milhões de toneladas para 2025/26, com estabilidade de área e avanço concentrado na produtividade.
A projeção fica abaixo do cálculo mais recente do USDA, de 186 milhões de toneladas. A diferença decorre da premissa de área plantada estável no próximo ciclo e da aplicação de um desconto de 4,9 milhões de toneladas associado aos efeitos do fenômeno climático El Niño.
A consultoria estima perdas concentradas no centro-norte, com redução de 3,9 milhões de toneladas no Matopiba, 2,7 milhões em Mato Grosso e 1 milhão em Goiás. Ganhos no Sul podem compensar parcialmente essas quedas regionais.
Cenário e projeções para a produção de soja
O quadro é relevante para os Fiagros porque a soja é uma das principais culturas do país e influencia produtores, arrendatários, tradings, armazenadores e empresas da cadeia. Maior produção não implica, por si, preços mais altos. A rentabilidade dependerá de produtividade, custos, câmbio, demanda externa e cotações internacionais.
O Suno Fiagro (SNFZ11) tem exposição direta a terras voltadas à produção agrícola, com foco em propriedades em Mato Grosso. Ao fim do 1º semestre de 2026, a carteira reunia seis fazendas e três operações de CRA (certificados de recebíveis do agronegócio).
Em atualização de maio, o fundo informou produtividade de soja próxima de 60 sacas por hectare, acima do inicialmente esperado. Os contratos de arrendamento preveem participação de 25% da produção, com acerto financeiro após a colheita.
Esse desenho vincula o desempenho agrícola à geração de receitas das propriedades. Em cenários de produtividade elevada, maior produção física pode favorecer o resultado dos arrendatários e, conforme contratos e preços, a remuneração dos ativos do fundo.