O fundo imobiliário BTCI11 encerrou julho de 2026 com lucro líquido de R$ 11,59 milhões, alta de cerca de 25% ante os R$ 9,27 milhões de junho.
A receita total somou R$ 12,59 milhões no mês, contra R$ 10,25 milhões no período anterior.
A maior contribuição veio dos CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários, títulos de crédito do setor), que geraram R$ 10,88 milhões, ou R$ 0,109 por cota.
Quer conferir notícias de finanças em tempo real, direto do seu WhatsApp, de maneira gratuita? Clique e confira a nova comunidade de notícias da Status Invest.
As posições em outros FIIs adicionaram R$ 1,51 milhão, e o caixa respondeu por R$ 200 mil. Após R$ 1 milhão em despesas, o lucro foi de R$ 0,116 por cota.
Dividendos do BTCI11: rendimentos e retorno de 1,15%
Os dividendos relativos à competência de julho somaram R$ 10,25 milhões. O fundo distribuiu R$ 0,103 por cota, com pagamento em 14 de agosto de 2026.
A distribuição representou rentabilidade mensal de 1,15% sobre o valor de mercado.
O montante distribuído ficou abaixo do lucro do período. O resultado acumulado atingiu R$ 16,14 milhões, ou R$ 0,162 por cota, frente a R$ 14,68 milhões em junho.
No fim de julho, o patrimônio líquido era de R$ 1 bilhão. A cota patrimonial ficou em R$ 10,09 e a cotação de mercado em R$ 9,14.
Como está posicionada a carteira do BTCI11
A carteira manteve foco em crédito imobiliário: CRIs estruturais e táticos representavam 79,8% dos ativos; cotas de FIIs, 15,3%; e renda fixa, 4,2%.
Nos indexadores, o IPCA (índice oficial de inflação) respondia por 96% do portfólio, com spread marcado a mercado de IPCA + 10,15% ao ano. A exposição ao CDI (taxa de juros interbancária) era de 3%, e os demais indexadores somavam 1%.
Por setor, residencial tinha 38% da carteira; logística, 32,7%; shopping centers, 11,8%; renda urbana, 8%; corporativo, 4,2%; e outros, 5,3%.
Ao final do mês, 95,1% do patrimônio estava alocado em 32 operações, com destaque para CRIs ligados a You, Cury, Casa Shopping, Direcional e XPLG.