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FIIs

VCRR11 reduz valor justo dos ativos em 16,67% e aguarda efeito no PL

VCRR11 reduz valor justo dos ativos em 16,67% e aguarda efeito no PL
Fundo imobiliário passa por reavaliação e reduz valor dos imóveis em 16,7% (PIXABAY)

O fundo imobiliário VCRR11 concluiu, em 31 de dezembro de 2025, a reavaliação de seus ativos pelo critério de valor justo, em processo conduzido pela Colliers. O laudo apontou uma diferença de 16,67% abaixo do montante registrado ao fim de novembro de 2025, refletindo o novo patamar de preços do mercado. Esse ajuste contábil deverá afetar diretamente o patrimônio líquido do fundo imobiliário VCRR11 e, por consequência, os indicadores por cota.

A administração informou que o efeito final da reavaliação será divulgado até 15 de janeiro de 2026, quando os investidores terão acesso aos números atualizados. Até lá, a expectativa gira em torno do impacto sobre o valor patrimonial por cota (VPC) e potenciais repercussões na política de distribuição. A atualização reforça a transparência do fundo, que segue o procedimento anual de marcação a mercado de seus imóveis.

A carteira do fundo VCRR11 é concentrada em São Paulo, com foco em ativos residenciais e não residenciais desenvolvidos pela Cyrela. O portfólio reúne quatro projetos operacionais e um quinto em fase de ramp up, com 97% do patrimônio alocado em imóveis e 3% mantidos em caixa. Em linhas gerais, o perfil é central, com exposição a regiões consolidadas da capital.

O portfólio do FII abrange mais de 11 mil m² de ABL distribuídos em quatro ativos nas regiões centrais. No Núcleo Ibirapuera, o Iconyc encerrou o período com ocupação de 72% e diária média de R$ 484, gerando NOI de R$ 471 mil, equivalente a R$ 3.327 por unidade. O desempenho indica resiliência de preço, apesar da taxa de ocupação ainda em recuperação.

O On The Parc mostrou ocupação de 86% e diária média de R$ 343, com NOI de R$ 42 mil, ou R$ 1.017 por unidade. No Núcleo Vila Mariana, o Cyrela For You registrou ocupação de 83% e diária média de R$ 190; o NOI alcançou R$ 87 mil, equivalente a R$ 1.819 por unidade, refletindo equilíbrio entre tarifa e ocupação.

O Atmosfera encerrou com ocupação de 87% e diária média de R$ 207. O NOI somou R$ 176 mil, com queda de 16% na comparação anual, sugerindo pressão em margens operacionais. Mesmo assim, a diversificação entre núcleos e o mix de tarifas sinalizam potencial de estabilização ao longo do ramp up.

Com a reavaliação concluída e a divulgação final prevista, o fundo imobiliário monitora mercado, ocupação e ticket médio para otimizar geração de NOI. Investidores devem acompanhar o anúncio de 15 de janeiro de 2026 para avaliar impactos no patrimônio e na estratégia.

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