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FIIs

Brasil chega a 16 estados com 1 GW em energia solar distribuída

O Brasil alcançou um marco relevante na expansão da energia solar distribuída, com 16 estados superando 1 GW de potência instalada em geração descentralizada. Segundo dados da ANEEL, o avanço consolida o país como um dos principais mercados solares do mundo e reforça a confiança de investidores institucionais no segmento. O movimento beneficia consumidores, empresas e municípios ao ampliar a competitividade energética e a resiliência do sistema elétrico nacional.

Esse crescimento consistente cria um ambiente favorável para fundos especializados, que veem oportunidade em ativos com receita previsível e contratos de longo prazo. Entre eles, o SNEL11 intensifica sua presença em regiões estratégicas, conectando capital a projetos fotovoltaicos com retorno ajustado ao risco. Com isso, o fundo amplia escala, diversifica receitas e apoia a transição energética de forma estruturada e sustentável.

A geração própria já soma mais de 48 GW instalados, distribuídos em aproximadamente 4,4 milhões de sistemas fotovoltaicos. Essas plantas atendem cerca de 7,8 milhões de unidades consumidoras em todo o país, reduzindo custos na conta de luz e aumentando a autonomia energética de residências, comércios e indústrias. Esse efeito de capilaridade acelera a difusão tecnológica e fortalece a cadeia produtiva local.

São Paulo lidera com 6,68 GW, seguido por Minas Gerais (5,90 GW), Paraná (4,33 GW), Rio Grande do Sul (3,69 GW) e Mato Grosso (3,15 GW). Bahia (2,80 GW), Goiás (2,33 GW), Mato Grosso do Sul (1,84 GW) e Pernambuco (1,49 GW) mantêm forte tração, impulsionadas por irradiação favorável, políticas estaduais e maturidade de integradores regionais. Esse mapa de liderança direciona investimentos e acelera decisões de expansão.

SNEL11 amplia presença em estados líderes

O SNEL11 anunciou 20 contratos para aquisição de ativos, somando 87,5 MWp e investimentos de R$ 436,2 milhões em 22 cidades de oito estados. As operações abrangem Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia e Pernambuco, com potencial de adicionar 153.460 MWh/ano ao portfólio. A gestora projeta Taxa Interna de Retorno real de 14,44% ao ano, líquida de custos, destacando UFV Paramirim (BA), UFVs Cruzeiro do Sul e Soleil (PR) e UFV Juti (MS).

O mercado segue com potencial de expansão em todo o território nacional. Dez estados ainda não atingiram 1 GW em energia solar distribuída, com Piauí (853 MW), Tocantins (723 MW), Rondônia (675 MW), Alagoas (633 MW) e Paraíba (611 MW) mais próximos dessa marca. Na Região Norte, desafios logísticos, baixa densidade populacional e distâncias elevadas ainda limitam escala, mas também apontam espaço para soluções off-grid e modelos inovadores.

Com fundamentos sólidos, o avanço da energia solar distribuída deve continuar, sustentado por redução de custos, eficiência tecnológica e instrumentos financeiros que dão lastro aos projetos. A combinação de regulação estável, atração de capital e execução técnica fortalece a competitividade do setor no médio e no longo prazo.

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